O Rio de Janeiro continua lindo (?)

Todas cidades que visitei deixaram marcas emocionais muito forte. Com o Rio de Janeiro não foi diferente. Eu poderia aqui dá dicas de como pegar o táxi no Galeão para o Centro sem gastar muito, mas isso não é tão importante, talvez. Poderia também dá dicas dos melhores bares, boates e hostel, mas estou desnorteada no momento.

Agora em Setembro, fui duas vezes ao Rio totalizando 12 dias por lá. O  Pão de Açúcar realmente é lugar lindo e qualquer pessoa que tem a oportunidade de ir , deve ir. Eu fui. Assim que cheguei tinha cerca de 50 ou mais pessoas na entrada. Aí vocês me perguntam: Para comprar o ingresso né? Mas não. Essas pessoas ficavam paradas na entrada olhando para o alto. Aquele espaço era o único lugar que elas poderiam contemplar , sem pagar, aquele Bondinho carregando turistas para levar até o Pão de Açúcar. Foi tão dolorido entrar no Pão de Açúcar vendo aquela imagem. Eram mães, filhos, adolescentes, crianças, jovens, idosos olhando encantados para o Pão de Açúcar querendo alcançá-lo , mas que sem os R$ 62,00 por pessoa, era impossível.

O Cristo Redentor também é um fetiche para os turistas. Não vi tanta gente olhando, mas ouvi nos ônibus conversas de pessoas que nunca foram ao Cristo por conta do alto preço (R$ 50,00).  Ah, mas o Cristo não é lá essas coisas. Até para tirar uma foto com o tal o Cristo Redentor, é complicado.  O fotógrafo tem que deitar no chão, para quem sabe pegar uma parte do braço, da mão, da cabeça, enfim… é um sufoco.

As praias são normais. A Globo enfeita o Leblon. Na verdade a Globo enfeita o Rio todo né. Ipanema é até legal. Gosto do Arpoador, me traz paz. Entretanto, todos os grupos de adolescentes e jovens negros eram abordado pela polícia. Sério! Foram sete casos que presenciei em um só dia na praia.

Inventei de ir comprar uma coisinha no shopping mais perto. E o mais perto era o Shopping Leblon. Na hora que entrei naquela shopping , todos olharam com uma cara de assustados. E eu fiquei sem entender. Quando passava nos corredores , todos vendedores das lojas paravam e viraram para olhar, sem disfarçar. Enfim.. o shopping fica num bairro da elite carioca, e realmente não tinham negros. Nem os vendedores, nem os seguranças.. só eu e minha mãe. Por isso o susto das pessoas.

 São tantos moradores em situação de rua na Lapa, mas à noite as pessoas esquecem disso. Afinal, é festa né?!

Ainda bem que fui no período do Rio Parada Funk. Foi sensacional ver a cultura funk bem representada. Até apostei na dança do passinho. Foi lindo! Enfim.. o Rio é uma cidade linda, assim como outras que passei por aí. Mas tem que saber enxergar tudo.

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