3 erros que os empreendedores cometem quando estão começando

Empreender. Empreender. Empreender. Nunca ouvi tanto essa palavra nos últimos 2 anos.  Há quem empreenda por oportunidade e outros por necessidade. Mas independente disso, você precisa saber os 3 erros que muitas pessoas cometem quando estão iniciando um empreendimento, principalmente no seguimento de camiseteria e moda.

1. Cria a marca do “eu também”

Criar algo porque outras pessoas criaram é uma furada, saia disso! Todo mundo vai saber de onde veio a ideia. Por exemplo, em Salvador muitas marcas estampam suas camisas com frases e gírias baianas. Mesmo com tantas estampas iguais, existe uma marca maior que sempre será lembrada porque tem mais força neste mercado, começou antes e já consolidou o nome. Qualquer outra marca que colocar Oxente na camisa, será quase impossível diferenciar que marca/loja é essa. Será mais fácil relacionar com a SoulDila, por exemplo.

Mas calma! Quando você se torna a marca do “eu também”, você consequentemente está copiando alguma coisa. Então, lembre-se nem tudo é creative commons.

Esqueça isso de “se publicou, é público”. Direitos autorais na internet existe. A lei 9.610 de 1998 diz que  qualquer tipo de produção intelectual produzida, seja ela registrada ou não, publicada ou não, está protegida. Para proteger seu conteúdo você pode fazer o registro em:

  •  obras intelectuais conforme a sua natureza: na Biblioteca Nacional, Escola de Música, de Belas Artes, e outras;
  •  programa de computador: no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

As pessoas que liberam seu conteúdo livremente para que outras pessoas possam copiar ou adaptar, utilizam o símbolo CC  – Creative Commons. As que não possuem este símbolo, significa que você precisa consultar a pessoa para que ela utilize seu conteúdo, imagem , o que for.

O que você pode fazer em caso de cópia:

  • Entrar em contato com a pessoa. Conversar é a melhor tentativa
  • Se não der certo, envie notificações extrajudiciais para as pessoas que se apropriaram desse conteúdo solicitando que elas parem de utilizar ou, ao menos, cite as fontes. Caso elas continuem, outra opção é entrar com processo judicial.
Foto retirada do site Naomi Faustino
Dresscoração | Loo Nascimento | Foto retirada do site Naomi Faustino

CASO : a Dresscoração é um espaço de referências de comportamento e estilo e também uma marca de roupas onde trabalha com garimpo de estampas afrobrasileiras, desenvolvida em 2012 por Loo Nascimento, com o apoio de sua irmã Luma Nascimento. Infelizmente suas coleções, principalmente as roupas com estampas, foram copiadas por outros empreendedores negros. As irmãs entraram com ação judicial para garantir os direitos autorais.

DICA:  a Dresscoração é uma marca bastante conhecida e incrível que conquistou as cantoras Tássia Reis e Liniker. Ou seja, a força e a visibilidade que a Dresscoração tem para investir e pensar em novas tendências e modelos, faz com que as marcas que copiaram todas suas coleções, sejam apenas as marcas do “eu também”.

PS: a produção feita por pessoas negras não é domínio público.

 

2. Não pensa a longo prazo

De 10 camiseterias/marcas que são criadas hoje, 8 não vão existir daqui a 2 ou 3 anos. Sabe por que? Quando um empreendimento surge no calor da emoção, algumas coisas são deixadas de lado:

  • Não criam um plano de negócio
  • Esquecem de gerenciar o estoque
  • O dinheiro fica misturado em uma única conta
  • E outros

Pensar a longo prazo significa estruturar seu negócio. Sei que é difícil, mas tente pedir ajuda para quem sabe ou quem está fazendo isso a mais tempo que você.

 

3. Não consegue enxergar um potencial parceiro

Quantas vezes a gente olha para uma marca e a única coisa que enxergamos é concorrência? Isso é um perigo para quem está começando.

Claro que existem concorrências, mas pense por um outro ângulo: Se criar algo igual, é cópia. Se não conseguir vender, vai falir. Por isso, às vezes a melhor estratégia é pensar em formas de parceria com empreendimentos/marcas que já existem para garantir a existência e a sustentabilidade da sua marca.

 

SI LA COSA ESTÁ NEGRA, ¡LA COSA SE PUSO BUENA!

Somos cerca del 53% de la población brasileña. En Bahía, somos el 82%. Somos el 77% de la juventud que más muere en este país por armas de fuego. Somos la mayoría de los emprendedores de Brasil, y sin embargo seguimos actuando en actividades más simples, de menor valor agregado o más precarias. Somos los que más hacemos trabajos domésticos. Somos el 60% de los estudiantes de las escuelas públicas. Somos mayoría.

En un país con mayoría de la población negra, solamente el 3% de los electos en 2014 son negros. Los blancos siguen monopolizando los cargos públicos, y eso dificulta cualquier avance para la comunidad negra.

La información facilitada por el Tribunal Superior Electoral en 2014, muestran que los 11 candidatos para el cargo de Presidente de la República son los blancos; a la vicepresidencia, hay 7 blanco, tres negro y marrón; del total de 171 candidatos a gobernador, sólo el 54 son de color negro (15 negro y 39 marrón); a vicegobernador (a), 106 candidatos son de color blanco, 66 negro (44 marrón y negro 22) y 1 de la Indigena.

 

LA MUJER NEGRA

Es importante que pensemos también en una perspectiva de género y raza cuando hablamos sobre políticas públicas. Las mujeres negras representan casi un cuarto de la población brasileña.

Según los índices de la publicación Retratos de las desigualdades de Género y Raza, editada por el Ipea junto con la Secretaría de Políticas para las Mujeres de la Presidencia de la República (SPM/PR), la Secretaría de Políticas de Promoción de la Igualdad Racial de la Presidencia de la República (SEPPIR/PR) y ONU Mujeres, mientras 69% de las familias lideradas por mulheres negrasmujeres negras perciben hasta un salario mínimo, este porcentaje cae para 41% cuando se trata de familias lideradas por hombres blancos.

El índice de escolaridad de mujeres blancas en el nivel terciario es de 23,8%, mientras que, entre las mujeres negras, este índice es de solamente 9,9%. Y al hablar del mercado de trabajo, ¡la desigualdad empeora! Mientras, en 2009, los hombres blancos tenían el índice más alto de formalización laboral (el 43% contaba con la documentación en regla), las mujeres negras tenían el peor índice (solamente el 25% tenía empleo formal).

Ese es un retrato resumido de la situación de la mujer negra en el territorio brasileño.

 

ALGUNOS AVANCES

En 2003 fue creada la Secretaría Especial de Promoción de la Igualdad Racial (Seppir) con el objetivo de formular, coordinar y articular políticas y directrices para la promoción de la igualdad racial.

Cuando se trata de la educación para la comunidad negra, está presente el tema del reconocimiento de identidad. Podemos destacar la ley 10.639, que incluye la materia Historia y Cultura Afro-brasileña en el programa curricular del sistema educativo y el Programa Universidad para Todos (PROUNI), que concede becas de estudio parciales o totales para estudiantes con bajos ingresos en cursos de graduación de instituciones privadas. Además, tenemos las cuotas raciales en las instituciones públicas de educación técnica y superior.

cotais raciais

Según el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), tres de cada cuatro beneficiarios de la política de inclusión social Brasil Sin Miseria son negros. En 2014, debido a las acciones de dicha política, Brasil se convirtió en una referencia mundial en políticas públicas de combate a la pobreza, logrando salir del Mapa Mundial del Hambre, según la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO).

De acuerdo con los datos de la Investigación Nacional por Muestra de Domicilios (PNAD) del IBGE, de 2008 a 2013 hubo un aumento del 36% en el promedio de cantidad de años de estudio entre la población de bajos ingresos. Los datos revelan también que el programa Bolsa familia, de transferencia de ingresos, colaboró para monitorear la asistencia escolar de niños y jóvenes. El tiempo de permanencia en los estudios entre el 20% más pobre subió de 6,1 años a 8,3.

 

#PARATENERENCUENTA

Uno de los mejores libros que leí se llama Corpo Caído no Chão (Cuerpo Caído en el Suelo) de Ana Luiza Flauzina. El libro aborda la cuestión criminal en Brasil. Ana Flauzina muestra algunas estrategias para desaparecer y exterminar la imagen física del negro en la sociedad brasileña.

El documental Lápis de Cor (Lápiz de Color), aborda el universo infantil y la manera en que el estándar de belleza eurocéntrico afecta a la autoimagen y autoestima de los niños negros, revelando la acción silenciosa del racismo. Lápis de Cor hace referencia a un color de lápiz, conocida como “Color Piel” que, en realidad, es una tonalidad de beige. Ese es el color que los niños utilizan para representarse a sí mismos y a las personas con quienes conviven.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Citando a la feminista negra Djamila Ribeiro, si usted cree que sufrió algún tipo de racismo por ser blanco o conoce a un amigo que lo haya sufrido, ¡este video es para usted!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Se a coisa tá preta, a coisa tá boa!

Somos cerca de 53% da população brasileira. Na  Bahia somos 82%. Somos 77% da juventude que mais morre neste país por arma de fogo. Somos a maioria dos empreendedores do Brasil, mas continuamos atuando em atividades mais simples, de menor valor agregado ou de maior precariedade. Somos quem mais realiza trabalhos domésticos. Somos 60% dos estudantes nas escolas públicas.  Somos maioria.

Em um país com maioria negra, apenas 3% dos eleitos em 2014 são negros. Os brancos continuam monopolizando os cargos públicos o que dificulta qualquer avanço para comunidade negra.

Eleições 2014 Brancos Pardos Pretos Amarelos Indígenas
Presidente da República 1
Governadores 20 6 1
Senadores 22 5
Deputados federais 410 81 22
Deputados estaduais 776 250 29 2 2
Eleitos 1229 342 51 3 2
Como se classificam % da população % de eleitos
Brancos 47,7 75,6
Pardos 43 21
Pretos 7,6 3,1
Amarelos 1,1 0,2
Indígenas 0,4 0,1

A MULHER NEGRA

É importante pensarmos também numa perspectiva de gênero e raça quando falamos sobre políticas públicas.  As mulheres negras respondem por cerca de um quarto da população brasileira.

mulheres negrasDe acordo com os indicadores da publicação Retrato das desigualdades de Gênero e Raça, editada pelo Ipea em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e a ONU Mulheres,  enquanto 69% das famílias chefiadas por mulheres negras ganham até um salário mínimo, este percentual cai para 41% quando se trata de famílias chefiadas por homens brancos.

A taxa de escolarização de mulheres brancas no ensino superior é de 23,8%, enquanto, entre as mulheres negras, esta taxa é de apenas 9,9%. Sobre o mercado de trabalho, a desigualdade só piora! Enquanto, em 2009, os homens brancos possuíam o maior índice de formalização (43% com carteira assinada), as mulheres negras apresentavam o pior (25% com carteira assinada).

Esse é um breve retrato da situação da mulher negra no território brasileiro.

ALGUNS AVANÇOS

Em 2003 foi criada Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) com objetivo de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para promoção da igualdade racial.

Sobre a educação para a comunidade negra, está o reconhecimento identitário. Podemos destacar a Lei 10.639, que inclui o tema História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da rede de ensino e o Programa Universidade para Todos (PROUNI) que concede bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas. Além disso, temos as cotas nas instituições públicas de ensino técnico e superior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), três entre quatro beneficiados pelo Brasil Sem Miséria , política de inclusão social, são negros. Em 2014, por conta das ações do Brasil Sem Miséria, o Brasil se tornou referência mundial em políticas públicas de combate à pobreza, saindo do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 2008 a 2013 houve aumento  de 36% dos anos médios de estudos entre a população de baixa renda. Os dados revelam também que o programa Bolsa Família , de transferência de renda, colaborou para acompanhar a frequência escolar de crianças e jovens. O tempo de permanência nos estudos entre os 20% mais pobres saiu de 6,1 anos para 8,3.

EDITAL PARA JUVENTUDE NEGRA COMUNICADORA

Com a intenção de reconhecer iniciativas de jovens comunicadores negras e negros voltadas para a promoção da igualdade racial, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) lançou no inicio de setembro o edital do Prêmio Antonieta de Barros. O prêmio irá contemplar atividades de comunicação relizadas pela juventude negra. Cada iniciativa receberá um prêmio de R$ 20.000,00

 Os interessados podem inscrever as suas iniciativas até o dia 19 de outubro, protocolando o projeto pessoalmente na Seppir (Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Brasília), enviando o material pelos Correios, ou mesmo via Internet, pelo e-mail premio.jovenscomunicadores@seppir.gov.br

Mais informações: Prêmio Antonieta de Barros 

O Brasil nunca foi um país pacífico. O Brasil é um país racista, machista e lgbtfóbico!

FICA DICA

 Um dos melhores livros que já li foi Corpo Negro Caído no Chão de Ana Luiza Flauzina. O livro aborda a questão criminal no Brasil. Ana Flauzina mostra algumas estratégias de desaparecimento e extermínio da imagem física do negro na sociedade brasileira.

O documentário Lápis de Cor, aborda o universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo.

Lápis de Cor faz referência a uma cor de láis, conhecia como “Cor de Pele”, que , na verdade é um tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Parafraseando a feminista negra , Djamila Ribeiro, se você é  acredita que já sofreu racismo por ser branco ou que conhece um amigo que sim, esse vídeo é pra você!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Igor Kannário – O príncipe do gueto!

De Gilberto Gil à Igor Kannário, a Bahia continua sendo A BAHIA! A Bahia reimaginada, reinventada. É pagode, é axé, é MPB, é rock, é cultura e pronto!

Gil toca as músicas no violão. Adoro isso. Mas espera um pouco! Igor Kannário toca as músicas dele com violão, violino e piano. Aí sim heim! É cult demais essa cara. Dirão: Mas é pagode e vem do gueto. Poxa Igor, que pena! Deixa pra próxima.

Apesar do pai da psicanálise, Freud,  falar que o recalque é uma forma de defesa contra pensamentos, desejos incompatíveis com o consciente e se esses desejos não são realizados, a votante aumenta e gera angústia e tudo mais, Valesca Popozuda não pode ser considerada, nunca na galáxia, uma pensadora contemporânea. Afinal, ela não passou anos e anos da vida dela numa Universidade pensando Freud, Lacan e Deleuze. O mal dela foi querer pensar a realidade a sua volta e colocar numa linguagem que todos entendem. Poxa Valesca, que pena! Deixa pra próxima.

Mas, vamos voltar ao pagodão da Bahia.

Leiam a letra de música e o assistam o vídeo abaixo. Mas por favor, leiam e assistam ser armadura! Afinal, “E sei que tem muito babaca que não veio hoje só porque o convidado é Igor Kannário. Mas sei também que tem muito babaca que só veio hoje porque o convidado é Igor Kannário . A burrice ataca por todos os lados, embora a inteligência também, evidentemente. E ninguém é obrigado a gostar disso ou daquilo.”

COVARDIA

É fácil falar de nós
Porque você não sabe
O que a gente passa aqui
Na calada da noite, na madrugada
Ouvindo rajada, parede furada, meu povo oprimido
Sem ter a quem recorrer
Abençoa meu Deus esse povo sofrido
Peço paz (abençoa meu Deus esse povo sofrido)
Não deixa a esperança morrer
Essa guerra um dia há de acabar
Pra nossa criança poder crescer
E sonhar com um novo dia
Não deixa a esperança morrer
Essa guerra um dia há de acabar
Pra nossa criança poder crescer
E sonhar com um novo dia
Eles roubando de terno e gravata e a gente o que passa na periferia?
Covardia, covardia, covardia, covardia
Estão comendo do bom e do melhor e a galera do guetto de panela vazia
Covardia, covardia, covardia, covardia

Igor Kannário, o príncipe do gueto.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=HJctodbIIzM&w=560&h=315]
Tô nem aí pra Copa, eu tô é aqui!

O racismo não tira férias e muito menos recesso. Foi só Marcelo – jogador do Brasil – fazer gol contra , para os racistas de plantão manifestar sua raiva por conta do erro do jogador negro. E no twitter só se via “tinha que ser preto”. É só o começo.

O Desabafo Social (DS) abraçou a ideia do Imagina na Copa e irá fazer intervenções, colocando em pontos estratégicos das cidades-sedes o que está rolando pelo Brasil. Seja os gastos absurdos com a Copa, seja as meninas rifadas em Manaus.

Antes de fazer a ação de enfrentamento à exploração sexual no Farol da Barra, resolvi tirar algumas xerox dos cartazes que o DS irá colocar pelas ruas. Para meu azar, já que hoje é sexta-feira 13, antes de chegar ao Farol, a Polícia resolveu revistar minha mochila, viu os cartazes e simplesmente rasgou. A justificativa foi: Não pode divulgar nada que não tenha autorização.

Até ai menos mal. Com o slogan “Abra a felicidade”, a Coca-cola contrata jovens negros, moradores do Calabetão e Cajazeiras, para trabalhar das 6h às 20h, pagando R$ 40,00 o dia. Sem direito a café da manhã, os trabalhadores almoçam às 16h, comendo na mão porque não dão talheres e às 17h comem o lanche ( pão com mortadela, sem margarina). Não ouse sentar. Não ouse sair do lugar para comprar seu lanche. E muito menos ouse ABRIR A FELICIDADE sem pagar, mesmo se você estiver com sede ou fome.

Tô nem aí pra Copa, eu tô é aqui! E as coisas só pioram.

Seminário Mídia e Direitos Humanos

Hoje participei do Seminário Mídia e Direitos Humanos promovido pela ONG Cipó Comunicação Interativa, pelo O Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC) da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pelo Intervozes.

O evento foi realizado no Colégio Estadual Dalva Matos,  no subúrbio de Salvador, com os alunos do ensino médio. Dando inicio as atividades, o professor Jeovandro, da Faculdade de Comunicação da UFBA, destacou a influência da mídia no cotidiano das pessoas.  “Os meios de comunicação segregam as pessoas. Como eu posso representar o outro nos meios de comunicação sem preconceito?”, disse.

A estudante Jaiana dos Santos, 15, manifestou indignação com que é transmitido nos programas policialescos. “A comunicação é um perigo para sociedade. A TV só passa coisas ruins sobre a favela, mas não é bem assim.” Paulo Vitor, do Intervozes, questionou o público. “Assistimos os programas policialescos, sensacionalistas por que queremos ou por que é o que tem?”. Logo em seguida, Paulo Vitor trouxe um exemplo de uma emissora de televisão que tinha um programa o qual violava os direitos humanos de homossexuais. Esse programa saiu do ar por 30 dias. Nesse período foram exibidos programas educativos e voltados a promoção da dignidade da pessoa humana. O resultado foi que a audiência triplicou. Isso significa que assistimos esses programas porque é o que tem.

A comunicação apesar de ser um direito, sempre foi tratada como negócio. Onde tem negócio, onde tem mercadoria há desigualdade. E por isso, os estudantes sugeriram que para exaltar a beleza e a cultura das periferias de Salvador, é necessário que os movimentos sociais e a sociedade civil unam forças para valorizar as mídias alternativas já existentes.

O segundo mais importante do Brasil, é o da Bahia.
Estamos embarcando numa louca e produtiva aventura com pessoas da área de arquivologia, biblioteconomia e museologia. Essa loucura tem nome! É a 3ª Bienal da Bahia que acontecerá a partir de 29 de maio em Salvador e diversas cidades do interior baiano.
 
O Desabafo Social e outros grupos de comunicadores somaram forças para narrar essa história. Ontem (09/05) foi o dia de entender onde estamos pisando. Acreditem, não será nada fácil! 
 
Vocês sabiam que o  Arquivo Público da Bahia é considerado o segundo mais importante do Brasil, depois do Arquivo Nacional? Pois é. Mas há 3 anos este arquivo não tem luz e ainda há goteiras podendo danificar os materiais. Como preservar a memória de um estado colocando toda sua documentação em risco?
Estaremos acompanhando tudo isso para dar visibilidade aos arquivos públicos do estado da Bahia! 
 
CURIOSIDADE: 
Depois de vários anos expostas publicamente no Museu Nina Rodrigues, as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram enterradas no cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas em Salvador-BA. 
“Agora dá pra rolar manifestação pré-copa sem intervenção militar.”

Com a greve da Política Militar na Bahia, o Estado tenta mostrar mais uma vez que sem ele só conseguimos viver em um estado de natureza.

Segundo Hobbes, o estado de natureza era o estado de guerra, visto que cada um buscava seus interesses e sua sobrevivência através do uso da força. Para garantir segurança à vida, os homens estabeleceram um contrato entre si, transferindo para um terceiro, a força coercitiva da comunidade, em troca da liberdade natural. Desta forma, o homem passa do estado de natureza para sociedade civil, onde o Estado é o soberano que detém o poder para delimitar a lei, devendo intervir em questões que gerem conflito e guerra.

Pois é. Na noite de hoje (15/04/2014) a PM-BA decretou greve. Na ausência da PM o caos toma conta. Clima tenso, de medo e todos em casa. Mas, como Camie Motta disse em um comentário no meu facebook, “olhando pelo lado bom: agora dá pra rolar manifestação pré-copa sem intervenção militar. rs” Realmente.

Claro que vocês lembram que os manifestantes foram duramente reprimidos pela polícia. Não precisarei listar os dados e os casos que comprovam as práticas genocidas do braço armado do Estado, não é?

Já disse em outras publicações, mas é bom repetir. É evidente que a PM age com violência. As ações truculentas têm lugar e público reservado: periferias e negros. Não foi atoa que em 2012 o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu que o Brasil combatesse a atividade dos “esquadrões da morte”.

Aproveito e divulgo a Moção de Apoio ao Projeto de Lei 4471/12g o qual manifesta apoio para garantir a exaustiva apuração de casos de letalidade derivada do emprego da força policial e redução substancial dos casos de execuções cometidas por policiais.

Mas e aí? A greve da PM retrata a inconstitucionalidade ou direito de resistência? “O inimigo agora é outro” ?!

Acordei, levantei e fui direto abrir o e-mail. Parece que eu estava sentindo que tinha alguma coisa me esperando lá. E realmente estava. Estava no Spam, mas estava. Era o aviso da minha professora sobre a prova. Vale ressaltar que a prova deveria ser realizada antes do recesso de final de ano, mas por questões de desastres naturais, não foi possível. Pois bem, ela mandou o email dizendo que a prova será no dia dez de janeiro e isso faz com que os alunos estudem mais.

Por um momento, achei legal. Só que parei para pensar um pouco. Foram duas semanas de recesso. Natal, Réveillon, praia, festas etc. A professora está de brincadeira, né? Não teremos férias, e assim que voltamos de recesso, vem uma prova. Se fosse fácil não seria UFBA.

Sem estresse por hoje, porque o dia está lindo e o sol está de matar! Tive que ir com meu pai ao shopping. Já imaginei que seria legal. Afinal, pegar ônibus já é uma aventura. Tirando eu e meu pai, tinha uns cem passageiros no ônibus. Recebemos todo calor humano enquanto estávamos em pé. Por favor, não imagine a cena. Foi trágico.

Mesmo com o ônibus totalmente lotado, algum ser humano teve a brilhante ideia de pegar o celular e colocar no último uma música. Essa pessoa pensou que estava fazendo um ótimo favor para humanidade, só pode.  Eu devo ser a única que tem consciência da lei municipal a qual proíbe o uso de aparelhos de som com autofalantes ou similares nos coletivos.

Depois de uns cinquenta minutos sofrendo na caixa de sardinha, vulgo transporte coletivo, e com o trânsito congestionado, cheguei ao meu lugar de destino. Como se não bastasse o que sofri, passo por uma banca de revista e vejo a capa do jornal dizendo que o prefeito da cidade quer tornar o réveillon de Salvador o maior do Brasil. Take it easy prefeito! Começar a melhorar a mobilidade urbana da capital, já seria um ótimo passo. Afinal, réveillon não é o ano todo.

A virada do ano foi legal e nostálgica, a ponto de me fazer chorar. Comecei 2014 com uma surpresa: Fiquei entre as 25 negras mais influentes da internet brasileira. É só conferir no site Blogueiras Negras. Mas, não é sobre meu réveillon que quero falar e sim sobre algo que nem a geração tiazinhas vive sem: Redes Sociais.

No dia 01 de janeiro de 2014 peguei carona com as tias de uma amiga de Villas do Atlântico, Lauro de Freitas (BA) até Salvador (BA). Eram três senhoras entre 60 e 70 anos de idade, cantando e se divertindo no carro ao som de Ivete Sangalo, diva máster do Axé Music. Até ai tudo bem. Só que uma delas tira da bolsa o celular de última geração e diz: “Acabaram de mandar nossa foto pelo whatsapp.” A partir daí o assunto sobre redes sociais não parou. Duas delas pegaram seus respectivos celulares e começaram a ler as postagens do facebook e algumas conversas do whatsapps. E quando elas falaram que tinham snapchat , fiquei até sem jeito porque nem sabia o que era isso. Então continuei calada.

Foram duas horas de engarrafamento e de papo sobre facebook, twitter, whatsapp e o tal do snapchat. Nesse tempo soube que elas aprenderam a mexer nos aplicativos e redes sociais por conta própria e que não conseguem viver mais sem internet no celular. Me identifiquei.

É muito legal ouvir depoimentos como esses. Ainda mais de pessoas que nasceram antes da sociedade da informação, como diria Marilena Chauí – filósofa. Percebe-se que desde o surgimento da microinformática até hoje, a influência da internet é constante. E vale destacar que o surgimento das redes sociais é relativamente recente. Por mais que existam as violações de direitos no ciberespaço (devemos ficar atentos quanto a isso), não há como negar as possibilidades desenfreadas que apareceram a partir da internet.

“Esqueceram de mim” é um ótimo título para a situação a qual estava. Foram duas horas de engarrafamento e uma hora e cinquenta e cinco minutos de conversa, entre elas, sobre redes sociais. O carro parou em frente a minha casa, agradeci pela carona, abri a porta do carro e quando estava quase saindo uma delas grita: “Ei Monique! Você tem instagram?”. Hoje elas me seguem não só no instagram, mas também no twitter. Viva a globalização como possibilidades. Salve Milton Santos!