3 respostas de empreendedores que me deixam envergonhada

Empreendedor/a realmente acredita que é o centro do Universo

Quando pergunto para um/a empreendedor/a quais são seus principais concorrentes, fico impressionada com a resposta.

Nunca vi ninguém fazendo o que faço!

Às vezes fico na dúvida se a resposta é por ingenuidade ou narcisismo mesmo.

Poderia até ser ingenuidade quando a informação sobre o tema não chega. E a ingenuidade leva à ignorância repetitiva e à respostas como essa acima. Mas se a pessoa tem acesso à informações, frequenta cursos e eventos sobre empreendedorismo e afins, convive com outros empreendedores, tem um olhar um pouco mais aberto para o que acontece em sua volta, tem polegar opositor funcionando, deve, pelo menos, desconfiar que alguém faz algo igual ou semelhante ao seu.

Não precisamos ir muito longe pra saber que em alguma parte do Universo, pessoas tem ideias parecidas com as nossas. Logo, esqueça essa síndrome do “eu sou o único” e coloca o pé no chão.

Dá uma Google em termos relacionados ao seu projeto ou negócio. Utiliza hastags  nas principais redes sociais pra ver se encontra algo. Faz uma pesquisa no INPI pra ver se já foi registrado o nome que você queria utilizar em sua empresa ou projeto.

O que está entre a ignorância e narcisismo é o acesso a informação. Uns realmente não tem. Outros têm, mas acham feio e invisibiliza o que não é espelho.

Todo projeto social acha que vai ser fácil conseguir patrocínio com empresas

Quando a pergunta é “Como vai ganhar dinheiro?”, de 10 projetos que passaram por mim, 10 fizeram um discurso mais ou menos assim:

Vou mostrar para as empresas o quanto o meu projeto é importante pra elas e pra sociedade

Essa romantização do vou mostrar à luz e ela conhecerá a verdade, não funciona!  Tenha em mãos seu belo plano de negócios, um ótimo pitch (discurso de baleiro – apresentação de 10 minutos ou menos), uma boa preparação e se não souber rezar, aprenda!

Empreendedores não conseguem se diferenciar

Tudo bem que a frase acima foi bem radical. Desculpa! Mas eu canso de ouvir de empreendedores que seus respectivos negócios são especiais porque:

Foi pensado com o amor e eu amo demais o que faço!

 

Geeeeeente!! Milhares de pessoas devem falar isso. O que torna seu negócio especial é o que o torna diferente. Mas se tenho 100 empreendimentos de brigadeiros e os 100 foram pensados com o amor e dono/a ama o que faz, qual a diferença entre os 100? Nenhuma!

Não é fácil encontrar essa diferença. Mas nada é fácil né? Pare um pouco, pense e estude antes de sair dando respostas como essas.

Não vamos encontrar respostas prontas e fórmulas mágicas. Mas podemos sair da obviedade.

A síndrome da reclamação e a oportunidade estagnada

Eventos de graça ou quase de graça e mesmo assim as pessoas não vão. O que falta para os empreendedores participarem das ações que estão surgindo?

Não tenho lugar para fazer minhas atividades. Então você consegue e a pessoa não vai.
Queria fazer tal curso, mas é caro. Então você consegue bolsa 50% a 100% e a pessoa não vai.
É muito longe o evento, se fosse perto iria. Então você faz no bairro e a pessoa não vai.
Não vou porque não vai ninguém interessante. Então você chama um convidado que a pessoa adoraria estar perto trocando figurinhas e a pessoa não vai.

O que acontece para que as pessoas só reclamem das ausências e ignorem as oportunidades?

Não gosto de justificar nada dizendo que é algo cultural. Até porque cultura é convenção, criação humana que pode ser alterada. Mas terei que apelar pra isso e dizer que pode ser cultural.

Os movimentos sociais, por exemplo, são pautados na reclamação. Primeiro identificam o problema e vão  reclamar, gritar e exigir soluções. Poucos são aqueles que identificam o problema, pensam numa possível solução e compartilham com os demais. Talvez a síndrome da reclamação venha daí. Isso não significa que reclamar seja uma coisa ruim, mas não é o suficiente e talvez nem justo, quando se têm iniciativas e soluções surgindo, mesmo que de forma descentralizada.

Os eventos que o Desabafo Social e eu têm feito, o público comparece. Que bom! Mas mesmo aparecendo uma única pessoa, temos que fazer com aquela pessoa.
Terei que citar Projota, porque a música dele faz sentido agora.

Rimei pra 30 mil emocionadão, rimei pra meia dúzia a mesma emoção

E parafraseando o poeta Sérgio Vaz, não é preciso cultivar multidões.

Em um outro texto falei sobre os coworkings.  Fazendo uma pesquisa rápida no meu Facebook a maioria das pessoas afirmaram que utilizariam coworking para realizar trabalho diário, fazer apenas networking, participar de cursos e treinamento e fazer reuniões. Então, por que as pessoas não estão no coworking, já que os preços são acessíveis ou de graça? (Entre R$ 0 e R$ 100)

Em nosso imaginário e na realidade social as ausências são maiores que a abundâncias. Ainda mais quando há o recorte racial, de gênero e de classe. Mas quando a abundância chega, não deixem as síndromes da reclamação fechar seus olhos para isso.

03 ferramentas para Instagram que todo influenciador precisa conhecer

Em 2016, a plataforma youPIXP lançou uma pesquisa sobre o mercado de influenciadores digitais no Brasil, realizada com a GFK, AirInfluencers e o Meio&Mensagem. Em um universo de 230 mil influenciadores, 31,9% estão no Instagram, 31,3% Facebook, 20,5% Twitter e 16,2% no Youtube.

O Instagram é a principal plataforma dos influenciadores na atualidade e por isso compartilho com vocês três principais ferramentas para ajudá-los na produção de conteúdo e engajamento nesta rede social.

1. Social Rank

@desabafosocial
@desabafosocial

Você já parou pra pensar quem são os influenciadores que te seguem? Ou melhor, quais dos seus seguidores tem maior engajamento? Lembrando que engajamento não é apenas um grande número de seguidores, mas também de curtidas, comentários e outras interações em sua rede.

Com esta ferramenta você poderá classificar seus seguidores em categorias (mais influentes, mais envolvidos, melhores seguidores, mais seguidos, seguidores recentes, seguidores antigos etc) e filtrá-los de acordo com a localização geográfica, hashtags, número de seguidores e muito mais.

Além disso, poderá exportar os resultados da análise para CSV ou PDF.

2. ScheduGram

O jeito mais simples para agendar as postagens no instagram. Com o ScheduGram você pode compartilhar contas entre sua equipe, facilita a colaboração e poupa muito tempo.

3. Union Metrics

UNIONCom o Union você sabe o melhor dia e horário para publicar, suas hashtags com maior engajamento, foto mais curtida, média de likes por publicação e analisa seus 3 maiores fãs, ou seja, pessoas que mais interagem com suas publicações.

Amor e negócios podem dar certo

Foi em maio de 2015. Sai com Fernanda Cabral, co-fundadora do Imagina Coletivo e madrinha do Desabafo Social, numa sexta a noite, mesmo estando super cansada. Antes da despedida ela me convidou para um evento da Liga Universitária de Empreendedorismo, que aconteceria no dia seguinte. Sábado às 10h. Briguei para não ir, mas fui (ainda bem!).

A primeira pessoa que encontrei foi um rapaz que estava na recepção. E a segunda foi Lucas Santana. Nem abracei, nem beijei, nem conversei direito, mas senti que seria meu futuro amigo, namorado e sócio. Sério!

Não entrarei em detalhes sobre como foi o evento e pós evento. A parte mais importante estava para acontecer no dia 04 de julho de 2015 quando começamos a namorar. É, foi rápido, eu sei. Mas eu disse no parágrafo anterior que seria assim.

Lucas Santana Kumasi Dudu Assunção
Foto: Dudu Assunção

Estamos há 1 ano e 7 meses juntos e aos poucos vou desvendando os talentos desse menino. Lucas é o melhor profissional de comunicação e marketing digital que conheço. Um nerd da tecnologia, que transborda poesia em suas declarações e olhares. Um equilíbrio que a menina de Oyá gostaria de ter ao lado.

Lucas sabia que era negro. Mas quando nos juntamos ele passou a entender o que é ser um homem negro da cidade baixa em Salvador. Ou melhor, entendeu o que é ser um dos pouquíssimos negros e da periferia participando da Liga Universitária de Empreendedorismo. O único que ficava nas reuniões até depois das meia noite e não tinha como voltar pra casa, pois não tinha carro e ônibus não passava mais. Entendeu tanto  que juntos criamos a Kumasi – marketplace e suporte para empreendedores afrodescendentes.

Lembro que no início escrevi…

Carta aberta aos amigos do meu namorado

Não sei como os colegas deles reagem ao que Lucas faz hoje. Mas ele não liga.

Uma vez o jornalista Rosenildo Ferreira perguntou como era trabalhar com o namorado. Respondi da seguinte forma:

Não é tão difícil. Além da nossa cumplicidade como namorados e amigos, temos muita sintonia quando falamos de negócios. As habilidades de Lucas complementam as minhas e juntos somos uma potência. Ele é o melhor profissional que conheço nas áreas de comunicação e marketing digital e me enxerga como alguém que consegue facilmente criar pontes e acordos com qualquer pessoa. Quando vejo os resultados incríveis do nosso trabalho, eu penso que poderíamos ser apenas namorados ou apenas sócios, mas sendo namorados e sócios é muito melhor, e não só eu agradeço, mas a sociedade também.

Tenho consciência que sou boa nas atividades que costumo desempenhar. Com Lucas, estou apenas potencializando isso e aprendendo coisas que não passava em minha cabeça.

Lembro que um amigo/irmão dele o encontrou e disse:

Cara, X me parou na rua para falar que você tava se dando bem. Estava fazendo sucesso e tudo mais.

Pois é. História parecida com a minha. Ninguém levava fé na gente.

Acabo de abrir um negócio que nasce do Desabafo Social como uma forma de levar o impacto das ações desta organização para outros instrumentos de poder e decisão da sociedade. Não sei como e quando irei lançar. Mas já convidei Lucas para ser parte da comunicação e marketing. Ele aceitou <3

Monique Evelle e Lucas Santana - Dudu Assunção - Kumasi
Foto: Dudu Assunção

Enfim… Tudo isso pra dizer que parcerias existem. E amor e negócios podem dar certo. E como disse:  penso que poderíamos ser apenas namorados ou apenas sócios, mas sendo namorados e sócios é muito melhor, e não só eu agradeço, mas a sociedade também.

Dinheiro não embranquece ninguém e a nova classe média é a prova disso

Mais de 12 milhões de brasileiros vivem em favelas.

ibge
IBGE: Censo 2010

Isso significa que juntando os moradores das favelas, formaríamos o 5º maior estado do país.

Data Favela
Data Favela

Se compararmos o dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/ IBGE sobre média de idade, veremos que no Brasil é 33,1 anos e nas favelas 29,1 anos. Ou seja, comparadas com a média nacional, as comunidades têm um perfil etário geral 4 anos mais jovem.

Sobre a classe C,  53% das população população brasileira, ou seja, 104 milhões de pessoas fazem parte da nova classe média. 75% das pessoas que ascenderam na última década são negras. Se a nova classe média fosse um país, seria o 12º país do mundo em população e 18º país do mundo em consumo.

RESUMINDO: A classe média estaria no G20 do consumo mundial, pois consome R$1,17 trilhão por ano.

EMPREENDEDORISMO

Empreender é o desejo de 40% dos 12,3 milhões de moradores das favelas brasileiras, de acordo com a pesquisa do Data Favela. O maior que a média brasileira. No país, 23% querem ser donos de empresas.

Entre os moradores de favelas que querem ter o próprio negócio, 55% pretendem abrir em até três anos. A maior parte (35%) deseja investir no ramo de alimentação.

Quanto à localização, 63% querem empreender dentro da favela onde vivem. Já 19% têm a intenção de abrir empresa fora da comunidade, mas em um bairro próximo, e 15% querem o negócio fora da comunidade, em um bairro mais distante.

Em geral, esse público empreendedor é mulher, negro e jovens: 51% dessas pessoas são mulheres e 49% são homens. 73% são negros ou pardos e 32% têm entre 14 e 24 anos.

NOVAS INICIATIVAS E VELHOS PROBLEMAS

Os jovens das periferias fazem parte do grupo de maior peso na população brasileira e um dos mais relevantes para o mercado de consumo. Eles correspondem a cerca de 24 milhões de brasileiros (16,8%), de acordo com o estudo Mosaic Brasil, da Serasa Experian.

Isso significa que jovens, em sua maioria negros, passaram a consumir e frequentar lugares que eram negados (e até hoje são) e restritos à uma camada da população. Entretanto, por mais ascensão e poder de consumo que a população negra e das favelas tenham, ainda encaram velhos problemas sociais e a Pesquisa Nacional sobre o Perfil dos Afroempreendedores do Brasil, revela isso.

53,9% dos afroempreendedores revelam que sofreram racismo ao lidar com clientes, fornecedores e agentes do Estado.

Não é a toa que a classe média tradicional acredita que:

data-popular-1 data-popular-2

Esses dados mostram que ascensão social não significa que estaremos imune ao racismo. Dinheiro não embranquece ninguém e a nova classe média é a prova disso.

E agora, quais serão os próximos passos?

3 erros que os empreendedores cometem quando estão começando

Empreender. Empreender. Empreender. Nunca ouvi tanto essa palavra nos últimos 2 anos.  Há quem empreenda por oportunidade e outros por necessidade. Mas independente disso, você precisa saber os 3 erros que muitas pessoas cometem quando estão iniciando um empreendimento, principalmente no seguimento de camiseteria e moda.

1. Cria a marca do “eu também”

Criar algo porque outras pessoas criaram é uma furada, saia disso! Todo mundo vai saber de onde veio a ideia. Por exemplo, em Salvador muitas marcas estampam suas camisas com frases e gírias baianas. Mesmo com tantas estampas iguais, existe uma marca maior que sempre será lembrada porque tem mais força neste mercado, começou antes e já consolidou o nome. Qualquer outra marca que colocar Oxente na camisa, será quase impossível diferenciar que marca/loja é essa. Será mais fácil relacionar com a SoulDila, por exemplo.

Mas calma! Quando você se torna a marca do “eu também”, você consequentemente está copiando alguma coisa. Então, lembre-se nem tudo é creative commons.

Esqueça isso de “se publicou, é público”. Direitos autorais na internet existe. A lei 9.610 de 1998 diz que  qualquer tipo de produção intelectual produzida, seja ela registrada ou não, publicada ou não, está protegida. Para proteger seu conteúdo você pode fazer o registro em:

  •  obras intelectuais conforme a sua natureza: na Biblioteca Nacional, Escola de Música, de Belas Artes, e outras;
  •  programa de computador: no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

As pessoas que liberam seu conteúdo livremente para que outras pessoas possam copiar ou adaptar, utilizam o símbolo CC  – Creative Commons. As que não possuem este símbolo, significa que você precisa consultar a pessoa para que ela utilize seu conteúdo, imagem , o que for.

O que você pode fazer em caso de cópia:

  • Entrar em contato com a pessoa. Conversar é a melhor tentativa
  • Se não der certo, envie notificações extrajudiciais para as pessoas que se apropriaram desse conteúdo solicitando que elas parem de utilizar ou, ao menos, cite as fontes. Caso elas continuem, outra opção é entrar com processo judicial.
Foto retirada do site Naomi Faustino
Dresscoração | Loo Nascimento | Foto retirada do site Naomi Faustino

CASO : a Dresscoração é um espaço de referências de comportamento e estilo e também uma marca de roupas onde trabalha com garimpo de estampas afrobrasileiras, desenvolvida em 2012 por Loo Nascimento, com o apoio de sua irmã Luma Nascimento. Infelizmente suas coleções, principalmente as roupas com estampas, foram copiadas por outros empreendedores negros. As irmãs entraram com ação judicial para garantir os direitos autorais.

DICA:  a Dresscoração é uma marca bastante conhecida e incrível que conquistou as cantoras Tássia Reis e Liniker. Ou seja, a força e a visibilidade que a Dresscoração tem para investir e pensar em novas tendências e modelos, faz com que as marcas que copiaram todas suas coleções, sejam apenas as marcas do “eu também”.

PS: a produção feita por pessoas negras não é domínio público.

 

2. Não pensa a longo prazo

De 10 camiseterias/marcas que são criadas hoje, 8 não vão existir daqui a 2 ou 3 anos. Sabe por que? Quando um empreendimento surge no calor da emoção, algumas coisas são deixadas de lado:

  • Não criam um plano de negócio
  • Esquecem de gerenciar o estoque
  • O dinheiro fica misturado em uma única conta
  • E outros

Pensar a longo prazo significa estruturar seu negócio. Sei que é difícil, mas tente pedir ajuda para quem sabe ou quem está fazendo isso a mais tempo que você.

 

3. Não consegue enxergar um potencial parceiro

Quantas vezes a gente olha para uma marca e a única coisa que enxergamos é concorrência? Isso é um perigo para quem está começando.

Claro que existem concorrências, mas pense por um outro ângulo: Se criar algo igual, é cópia. Se não conseguir vender, vai falir. Por isso, às vezes a melhor estratégia é pensar em formas de parceria com empreendimentos/marcas que já existem para garantir a existência e a sustentabilidade da sua marca.

 

5 jovens negr@s que o mundo precisa conhecer

Depois de assistir a peça de teatro o Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, só reforcei o quanto é importante termos referências de líderes negr@s como Martin Luther King, Nelson Mandela, Winnie Madikizela-Mandela, Ângela Davis e muito mais.

Mas também acredito ser importante conhecermos @s notórios anônimos, jovens negr@s que no seu dia-a-dia e em sua área de atuação realizam coisas simples e brilhantes. Essa inquietação veio depois desse post:

ubuntu 2

Para isso, pedi ajuda no Facebook. As respostas foram incríveis! Amig@s reconhecendo uns aos outr@s.  Nossas referências estão tão próximas. E o que essas pessoas têm em comum? São jovens, negr@s, viv@s!

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Tauan Carmo

Tauan é estudante de Engenharia de Produção,  mas isso não o impede de se jogar no mundo artístico.  Seu primeiro projeto artístico foi feito pela ferramenta Paint e deu visibilidade ao mundo dos orixás, sem estereótipos.

“A simplicidade do Paint me encanta. É simples, tem em todo computador e consigo expressar exatamente o que quero”, Tuan Carmo

Tauã é daquelas que faz muito com pouco. É só olhar as fotografias abaixo!

tauã 2
OXUM: Tauan Carmo
OGUM: Tauan Carmo
OGUM: Tauan Carmo

 

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Alan Costa

 

Alan Costa tem 23 anos, formado em Letras e cursa Análise do Discurso, como aluno especial do mestrado na Universidade Estadual da Bahia. No inicio do ano, ele idealizou o coletivo Afrobapho que se tornou também uma festa.

“Eu sempre senti falta de referências explícitas da cena LGBTQ negra nas mídias, principalmente na internet. Então depois de ter assistido o documentário “Paris is Burning” e logo em seguida ter conversado com a Bicha Nagô – Ezio Rosa, eu decidi pensar num projeto que abarcasse essas vivências, que resgatasse e unisse todas elas, como um exemplo da nossa existência”, explica

A melhor coisa que aconteceu na vida dele foi ter conhecido pessoas maravilhosas, inspiradoras, com histórias de resistência emocionantes através do Afrobapho.

Alan é o do tipo que todo mundo quer ser amig@ porque ele consegue compartilhar a sua resistência com seus pares, mostrando ser uma “bicha preta fabulasa” (palavras dele <3)

Ayana Odara
Ayana Odara

 

Ayana Odara tem 17 anos, mineira, cursa Química na Escola Técnica de Minas Gerais e é feminista negra. Você só precisa de 10 minutos para ficar encantada com Ayana Odara e desejar ser amiga de infância.

Apesar de cursar e amar Química, pretende seguir carreira na área de Relações Internacionais. Ela tem muito para oferecer para o mundo, principalmente aquilo que aprendeu com a mãe: Sankofa! Voar e não esquecer das suas raízes. 
Além da filosofia Sankofa, Odara desde cedo compreendeu sua identidade e território. Por mais que tivesse ciência de sua negritude, ela teve algumas dificuldades na escola.
Na adolescência nunca tinha coragem de ir para escola com cabelo black power. Mas quando cheguei em Salvador , me senti muito feliz, estava em casa”, Ayana Odara

 

Não importa em qual lugar do Brasil, se tiver eventos e ações de interesse dela, ela vai.

É necessário segurança em nós mesmos para que as coisas possam dar certo. Isso se aplica desde a escola até viajar sozinha”, diz 

 

 

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Tamires Menezes

Tamires é daquelas que admira as pessoas intensamente. Moradora do Nordeste de Amaralina, em Salvador, estuda produção cultural e é poetisa. Se liga nesse poema:

Pretx?

Você ainda não se tocou?

Vou dizer pra você

A sociedade diz que você é mulatx

Para um pouco de privilégio você ter

Ou até mesmo sua cor esconder

Fortaleça sua mente

Mostrando seu talento admitindo sua cor

VENÇA TODA ESSA GENTE

Conheço sua trajetória e o seu caminhar 

Mas lembre , a favela só vai te reconhecer

Quando alguém de fora lhe apresentar.

Tamires Menezes

 

É tão forte vê-la recitando. Os arrepios, o olhar, a intensidade na fala.

Iniciou sua militância em organizações partidárias, pois foi o caminho que encontrou para tentar compartilhar com o mundo aquilo que sabe. Por todos meios necessários, não é mesmo?

“A melhor coisa que fiz nessa vida até agora foi reconhecer o meu lugar no mundo. Foi saber que sou suficiente pra mim”, diz 
E você! Você mesmo que diz “quem sou eu na fila do pão?“. Você que compartilha tudo que sabe e mesmo assim acha que não tem nada para oferecer ao mundo. Então, fica dica:

 

Todo mundo deveria ser aplaudido de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.

 

August Pullman

 

Tire sua ideia do papel com financiamento coletivo

Colaboração, ideias criativas e plataformas digitais. Com isso chegamos ao Crowdfunding.

O mundo está cheio de pessoas com excelentes projetos, mas nem todas conseguem financiar suas ideias. O financiamento colaborativo, também, conhecido como Crowdfunding, é considerado metodologia complementar de levantamento de fundos para a viabilização de projetos.
 
Destaco aqui algumas falas importantes, fazendo algumas observações, para que você se aproxime mais do debate de financiamento coletivo :

O crowdfunding é ideal para pessoas não famosas, mas com algum público considerável (Peter Sunde,Flattr.com)

 

Isso significa que é mais Crowd (multidão/coletivo) do que funding (financiamento). Digo isso, porque quando colocamos uma ideia para ser financiada, vai depender MUITO de sua rede de contatos e articulação.

O financiamento coletivo é a revolução da participação, um novo paradigma de responsabilização: eu sou, eu me importo e eu financio o que quero ver acontecer (Felipe Caruso, Catarse)

 

Ou seja, crowdfunding não é esmola! Se isso passou pela sua cabeça, esqueça! As pessoas vão investir naquilo que elas realmente querem ver acontecer.

 

O que diferencia é nossa agilidade. Um projeto realizado com financiamento público tem trâmites que duram anos. Nossas campanhas duram 60, 70 dias (Ana Ly, Variável 5)

 

Alguns processos de financiamento são burocráticos, como os editais. O financiamento coletivo permite maior velocidade, dinâmica simples, de fácil execução, linguagem mais acessível.

crowd

 

Estamos nos posicionando não como uma tendência, mas como uma realidade (Bernardo Obadia, Bookstar)

 

Só o Catarse, maior plataforma de financiamento coletivo do Brasil, arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão. Em 2014 fechou o saldo com R$ 11,9 milhões e o número de apoiadores subiu de 14.494 para 89.560. De acordo com o The Crowdfunding Center , em todo o mundo, crowdfunding arrecada US$ 2 milhões por dia, ou seja, em torno de R$ 6 milhões. Isso é o equivalente a US$ 87 mil por hora, ou US$ 1,4 mil a cada minuto.

catarse

Parece a solução para os nosso problemas. Mas calma! É necessário fazer um planejamento antes de colocar seu projeto numa plataforma de financiamento coletivo.

Primeiro pense e planeje algumas coisas como:

1. Quais são as vantagens e desvantagens do Crowdfunding para o meu projeto?
2. Por que as pessoas iriam contribuir para que minha ideia saia do papel?
3. Qual a melhor plataforma de financiamento para o meu projeto?
4. Quais materiais irei utilizar na campanha?
5. Quais serão as recompensas para os meus apoiadores?
6. Qual será minha meta?
7. Quem são meus potenciais apoiadores?
8. Como irei divulgar minha campanha?

Sobre os potenciais apoiadores, posso dar algumas dicas. Sempre se pergunte por que alguém doaria para seu projeto. Alguns motivos são:

1. Conhece a pessoa que criou a campanha
2. A campanha deixou a pessoa comovida
3. A pessoa tem dinheiro e quer contribuir porque acredita na ideia
4. Já faz parte da tradição familiar fazer doações
5. Quer ser coautora/cocriadora do projeto
6. Quer se sentir útil ajudando alguém

Gostou? Então vamos conversar sobre financiamento coletivo. Chama aqui: Tire sua ideia do papel

10 ferramentas para expandir e aumentar o impacto do seu projeto

Como aquele projeto conseguiu ter tanta visibilidade e alcançar o Brasil? Se isso já passou pela sua cabeça, essa publicação é para você! 

Quando conhecemos algum projeto ou negócio social dando certo, muitas vezes nos perguntamos “por que minha ideia não alavanca?” ou então “eles conseguiram porque tiveram dinheiro para investir”.  Tentarei aliviar seus sofrimentos.

A primeira coisa é não comparar seu início com o meio de ninguém. Cada um começa de uma forma e pensa de um jeito. Entenda que você é a única pessoa responsável pela transformação que quer ver no mundo. Então invista em você! Para te ajudar fiz uma lista de ferramentas gratuitas que costumo utilizar no Desabafo Social. Com essas ferramentas você irá gerir melhor seu projeto, garatindo visibilidade e aumentando o impacto.

[DESIGN] É sempre um desafio encontrar imagens de boa qualidade e ainda por cima gratuitas. No Freepik você encontra vetores, ícons e fotografias gratuitas para divulgar seu projeto.

wunderlist-logo

[ORGANIZAÇÃO] Com o Wunderlist você pode organizar toda sua vida! Você organiza sua vida pessoal, trabalhos , féricas e muito mais! Adicionte datas de entrega, compartilhe com colaboradores e acesse de qualquer dispositivo.



[ORGANIZAÇÃO] Agora você pode criar uma agenda online! As pessoas marcam o dia e a hora de acordo com sua disponibilidade.  Ainda você pode sincronizar automaticamente os agendamentos ao seu calendário. Muito simples!

[ORGANIZAÇÃO] Seja mais produtivo, organize seu tempo. Com o Trello você pode gerir seu projeto de maneira visual, integrar o Dropbox ou Google Drive e ainda contar com a colaboração de um time.

[ORGANIZAÇÃO] Organize suas ideias construindo um mapa mental. Utilizando o Bubbl  você consegue comunicar o que deseja de uma forma mais fácil e visual. Serve para você entender e solucionar problemas do seu projeto, realizar brainstormings (chuva de ideias) e criar ações estratégicas.

[ORGANIZAÇÃO] Você precisa enviar um arquivo acima de 1GB, mas não consegue enviar por email? O Wetransfer é um serviço que permite transferir arquivos de até 2GB

[ORGANIZAÇÃO] Utilize o Behance para criar portfólio online diversos tipos de portfólios como vídeos, animações, peças gráficas e websites. Uma plataforma sensacional e totalmente gratuita.

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[COMUNICAÇÃO] Com o Hangout on Air você pode transmitir ao vivo qualquer evento em seu canal do YouTube e em seu site.

[MONITORAMENTO] O Goolgle Alerts é um serviço de clipping automático. Escolha seus assuntos de interesse e cada vez que sair uma matéria sobre temática  que você escolheu, o Google Alerts irá te avisar por email. Isso vai facilitar sua vida e muuuuuito!

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Fotógrafa abriu mão de seu emprego fixo e criou uma agência de modelos para pessoas com deficiência
Autoretrato Kica de Castro
Fotógrafa Kica de Castro www.kicadecastro.com.br

“Para muitas pessoas com deficiência acaba sendo um desabafo, pois mostrou para sociedade que beleza é um assunto que também precisa ser aceito com essa diversidade estética. No meu ponto de vista, acaba sendo um desabafo social.”  – Kica de Castro 

Monique Evelle

A publicitária e fotógrafa Kica de Castro, 38, de São Paulo (SP) abriu mão de seu emprego fixo e criou uma agência de modelos para pessoas com deficiência. E deu super certo!  Mais do que inclusão social o trabalho de Kica reflete a autoestima, o amor próprio e a valoriza a diversidade das pessoas com algum tipo de deficiência.

Para a paulistana o resultado do seu trabalho é ter pessoas com e sem deficiência ocupando os mesmos cargos e tendo seus direitos garantidos.  Confira o bate-papo entre Kica de Castro  e o Desabafo Social.

1.  Como surgiu a ideia de fazer uma agência voltada para valorizar os profissionais com alguma deficiência?

R.: Não foi bem uma ideia. Estava no luar certo, escutando as pessoas e fiz disso um negócio. Antes de ser fotógrafa, trabalhei por alguns anos em agências de publicidade. Cansada desse mercado de trabalho, fui fazer o que realmente não seria uma rotina , transformei a paixão em fotografar em profissão. No ano de 2000, deixei as agências de lado e comecei a fotografar eventos sociais e corporativos, coisa que faço até hoje. No ano de 2002, fui trabalhar como chefe do setor de fotografia em um centro de reabilitação para pessoas com algum tipo de deficiência física. Esse foi o grande começo!  As pessoas que ali entravam para ser fotografadas, não ficavam nem um pouco a vontade com essa parte. As fotos eram de corpo inteiro, peças íntimas, em casos mais raros era feito o nu, nas quatro posições globais: frente, costas e a duas laterais, tudo acompanhado com uma placa de identificação com o número do prontuário médico. Nada de arte, o foco ali era a deficiência. Para parte científica, eram imagens de extrema importância, porém, para autoestima, não ajudava em nada. Vendo o sofrimento das pessoas, algo tinha que ser feito. Transformei o setor em um estúdio fotográfico. Antes de fazer cada sessão, a pessoa tinha ao menos 5 minutos de contato com sua vaidade. Deixei no setor um pequeno espelho, pente, estojo de maquiagem, bijuterias, gel e muitas revistas de moda e beleza. No lugar de lágrimas discretas já era possível registrar sorrisos largos. Aos poucos as pessoas voltavam para o setor perguntando se eu fazia books, com finalidade pessoal. Na época, sem estúdio adaptado, dei a ideia de fazer as fotos após horário de expediente, na própria instituição, ao preço de custo. Não usava equipamento digital, então no caixa da instituição o que era cobrado era o valor do filme fotográfico e da revelação. Quando as pessoas recebiam as imagens, vendo que ali não tinha nenhuma manipulação de imagem, por meio da computação gráfica, as pessoas ficavam surpresas com o resultado e de conhecer a própria beleza. Nesse momento que as pessoas começaram a perguntar de oportunidades no mercado de trabalho. Incentivei a buscarem, indiquei algumas agências e antigos clientes, do tempo de publicitária. As respostas sempre negativas.  Vendo que os olhares já estavam com ar de tristeza, fui fazer pesquisa. Todos os resultados positivos estavam na Europa. O concurso de beleza, A mais Bela Cadeirante em Berlim, não era totalmente inclusivo, pois além de deixar de fora outras patologias, também não tinha a inserção de pessoas sem deficiência. O verdadeiro resultado da inclusão é ter no mesmo espaço pessoas com e sem deficiência ocupando os mesmos cargos, tendo as mesmas oportunidades, assim como direitos e deveres. No ano de 2007, deixei meu emprego fixo de lado e apostei em ter uma agência de modelos, segmentada para profissionais com alguma deficiência, o que é considerado como pioneirismo aqui no Brasil.

2. Você teve muitas resistências no início? 

R.: Tive e ainda tenho. Tudo que é novo as pessoas acham estranho. Apoio não tive, nem das pessoas com deficiência que achavam que isso era uma loucura. Abri a agência com 5 modelos, mas hoje  mudamos o quadro para 87 agenciados em território nacional.  A culpa, não é do preconceito. Atualmente as pessoas com deficiência , em grande maioria não conseguem ver que estamos falando de um mercado de trabalho que para ser profissional é preciso estar qualificado, estudar, ter disciplina e fazer as mesmas etapas que os profissionais sem deficiência fazem,  para ser reconhecido como tal. Muitas pessoas querem ser modelos, mas não estão preparados para atuar nesse mercado de trabalho. 

3. Como funciona a seleção desses profissionais para a realização de ensaios fotográficos? É por demanda espontânea ou você que procura essas pessoas?

R.: Graças a Deus, depois de anos de trabalho, muitas pessoas entram em contato com agência querendo fazer parte do nosso elenco. É marcado um dia, no qual a pessoa passa por teste e avaliação do perfil profissional. Em alguns casos, fazemos o caça talentos, para descobrir novos profissionais e oferecer para nossa carteira de clientes.

4. Você cobra para fazer o ensaio fotográfico?

Agenciada Paula Ferrari

R.: Como fotógrafa tenho vários trabalhos no qual eu cobro, pois é a minha profissão e preciso ter um retorno financeiro. Quando a pessoa quer um book pessoal, sendo pessoas com ou sem deficiência, essa é uma prestação de serviço no qual existe um custo. Quando a pessoa com deficiência tem intenções de ser modelo, de fazer parte do nosso casting, não existe custo inicial. As fotos são ferramentas de trabalho e só terão  custos quando conseguirmos o trabalho para nosso agenciado. A agência ganha 20% e os 80% restante são dos modelos.

 5. Um trabalho de inclusão social através da fotografia com certeza já teve vários resultados. Você pode falar alguns?

R.: Muitas pessoas falam em uma nova realidade cultural, mostrar que a questão beleza não é algo padronizado, que a diversidade também tem o seu lado belo, levando as pessoas para diversas exposições fotográficas, sem precisar esconder as deficiências.  Outras pessoas associam com quebra de paradigmas, valorização do ser humano, como ele é não importa o tipo físico. Recebo várias mensagens de pessoas com deficiência relatando que depois que viram o trabalho da agência perderam a vergonha, começaram a ter amor próprio e não ficam mais isoladas em casa. O mercado de consumo esta vendo a existência de 46 milhões de consumidores com algum tipo de deficiência e estão investindo com o surgimento de novas tendências, como  o exemplo de roupas adaptadas, no qual muitos estilistas estão fazendo aposta para esse mercado.

6. Você desenvolve outro trabalho além desse?

Cassio Sgorbissa
Agenciado Cassio Sgorbissa

R.: O trabalho é divido em fotografar, parte de agenciamento dos profissionais com alguma deficiência, colunista da revista Reação, escrever sobre moda e beleza para esse segmento. Também tenho uma coluna na revista digital Tendência Inclusiva, no qual mostro as fotos que são feitas na agência e direção em um programa voltado para assuntos inclusivos da pessoa com deficiência, Viver Eficiente, transmitido pela TV Cidade de Osasco, domingos às 14hs, canal 15 da NET Região Oeste de São Paulo, Canal 8 Cabonnet Osasco e pelo site da emissora: www.tvcidadenet.com.br

7. No seu site tem algumas instituições como Deficiente Sim, Mãe Especial, Movimento Inclusão Já, ONG Essas Mulheres entre outros. Como essas instituições contribuem com o seu trabalho?

R.:Temos parcerias com empresas e instituições. Sabemos que sozinhos não vamos longe e nem damos continuidade em nossos trabalhos. A questão da inclusão da pessoa com deficiência é ampla e envolve vários pontos como educação e direitos. Por isso faço as parcerias, pois cada um está ligado  numa determinada área da conclusão. Não adianta falar de inclusão da pessoa co deficiência  apenas dentro do que eu trabalho, é preciso que todos os pontos sejam aplicados, valorizados e respeitados. O Movimento Inclusão Já, por exemplo, luta pelos direitos da pessoas com deficiência. Um ajudando o outro, todos ganham. Unidos somos melhores.

8. Quais dicas você daria para quem quer unir fotografia com alguma ação de inclusão ou responsabilidade social?

R.: Antes de qualquer coisa coloque amor no que vai fazer. Respeite o ser humano com um todo, depois transforme tudo isso em arte, escreva com a luz, faça imagens que passe sua mensagem, de preferência de forma positiva mostrando o que há de melhor em cada pessoa.

9. Você enxerga seu trabalho como um “Desabafo Social”?

R.: Não sou nem pior e nem melhor que muitos colegas de profissão. Procuro fazer o meu melhor sempre. O trabalho da agência é uma forma de mostrar para sociedade que tudo é possível quando se tem determinação e boa vontade para fazer algo novo. Não precisa de muito investimento, porém é preciso ter muita paciência, nada acontece de um dia para outro. Para muitas pessoas com deficiência acaba sendo um desabafo, pois mostrou para sociedade que beleza é um assunto que também precisa  ser aceito  com  essa diversidade estética. No meu ponto de vista, acaba sendo um desabafo social. No começo fui chamada de louca por muita gente e os mesmos hoje estão me chamando de inovadora. Sei a volta por cima e provei que o projeto valeu a pena em todos os pontos, incluindo deixar um trabalho fixo, para montar uma agência com possibilidade rendimentos para todos os envolvidos. Muitas coisas ainda precisam ser feitas, o primeiro passo já foi dado, nossa caminhada é longa e temos disposição para continuar. Sempre estamos de portas abertas, para críticas, sugestões e elogios. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, melhores serão os resultados.