Os melhores cursos online que já fiz

Se você nunca ouviu falar dos MOOCs (Cursos Online Abertos e Massivos/Massive Open Online Course), é melhor procurar saber. Os MOOCs democratizam o conhecimento através de cursos online que podem ser gratuitos. Além da oportunidade de ampliar conhecimentos, serve para o currículo e você consegue emitir certificado, caso aprovado nos exames finais de cada curso realizado.

  1. Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação

O curso foi feito pela Fundação Lemann e Instituto Península. Nele, você poderá conhecer diferentes experiências de uso integrado das tecnologias digitais e buscar inspiração para refletir sobre as práticas educativas.

O curso é gratuito e pode ser feito no site Coursera. O certificado custa U$ 26.00

2. Etnografia para Mídias Sociais

O curso é simplesmente incrível! Ele é dividido em quatro módulos, onde tem noções de  cultura e comunidades digitais até técnicas e ferramentas para coleta e análise de dados. Depois do curso você se sente apto para realizar mapas descritivos de comunidades, públicos e audiências nas mídias sociais.

O curso custa R$ 390 e pode ser divido em 3x. Se você trabalha com mídias sociais, faz um esforço, mas não deixe de fazer o curso.

3. Diplomado em Inovação Política

Se vocês estão dispostos a entender as transformações sociopolíticas, movimentos em rede, governo aberto, produção colaborativa, TICs para o desenvolvimento entre outros, este curso foi feito pra isso. É um curso pensado para aqueles que querem mergulhar em novas possibilidades de cidadania e democracia para o século XXI.

O curso custa U$D 300

Aprender inglês jogando com @s migux@s

Aprender inglês pode até ser fácil para algumas pessoas, mas pra muitas com certeza não é. De acordo com a pesquisa realizada pela Catho, site de busca de empregos, no Brasil, apenas 5% da população fala uma segunda língua e menos de 3% têm fluência em inglês.

Agora pare para pensar na maioria dos brasileiros. Pensou?! Provavelmente veio à mente uma pessoa que trabalha o dia todo, ou estuda e trabalha e ainda tem que cuidar das tarefas de casa. Que tempo terá para aprender uma língua estrangeria?!

Existem alguns aplicativos que podem ajudar. Muita gente usa Duolingo, mas eu particularmente não gosto. Acho muito chato! Prefiro o Wlingua com mais de 600 lições de Inglês do nível inciante ao intermediário, pode estudar pelo computador ou aplicativo.

Mas o site que conheci recentemente é MUITO MELHOR: Kahoot!

Kahoot tem a melhor forma para aprender inglês: jogando em grupo e de qualquer lugar! Isso mesmo!

Você pode chamar seus amig@s para estudar com você. Você escolhe o tema que deseja estudar/jogar, gera um código e utiliza em seu celular \o/

TUTORIAL

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Faça um cadastro em https://getkahoot.com/.  Depois clique em Public Kahoot e escolha o tema e o Quiz que você jogar. Quando escolher vai aparecer essa parte! Depois clique como você quer jogar. Um contra um , ou um time contra outro time.
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Depois vai aparecer um PIN/Código do seu jogo. É só você pegar seu celular e abrir no navegador o site kahoot.it
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Digite o PIN/Código em seu celular
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Coloque seu nome.
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Na mesma hora que você coloca seu nome no celular, vai aparecer na tela do computador
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Quando iniciar o jogo, o seu celular será o controle. Você terá alguns segundos para responder a pergunta
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Aqui seu controle
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Toda vez que uma pergunta for respondida, vai aparecer em seu celular se você acertou ou errou. E na tela do computador vai aparecer o ranking.

VÍDEO

Educação Pública, Movimentos Sociais e ENEM

Por Pedro Batalha e Monique Evelle

Você se considera parte de algum movimento social? Estudou ou estuda em escola pública? Então você vai entender o iremos falar aqui.

Nós, militantes de coletivos partidários ou não, somos extremamente privilegiados por fazermos parte de uma rede de conhecimento acadêmica que a maioria da população (lê-se negra de escola pública) não tem acesso. Nossa luta na  não é somente um trabalho pautado em políticas públicas, mas também um trabalho de resgate a essa população tão marginalizada.

Devemos lembrar que os militantes negros de agora, tiveram dificuldades extremas em conseguir compreender determinados temas e assuntos quando começaram a particiar de movimentos sociais.  É uma conquista para nós, que viemos de uma educação precária, termos a oportunidade de responder uma questão do ENEM baseada nos estudos de ativismo social.

Não podemos esquecer que em março deste ano, aconteceu uma audiência na Comissão de Educação da Câmara Federal para debater sobre Doutrinação Política e Ideológica nas escolas. Leia-se: contra a diversidade de ideais na sala de aula. Para o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), autor do Projeto de Doutrinação Política nas Escolas, os educadores brasileiros têm viés ideológico de esquerda e são ameaças para os estudantes. E já podemos ver o efeito desastroso de um projeto que ainda não foi votado. O professor de geografia Breno Mendes, foi demitido pela prefeitura do Rio de Janeiro por expor em redes sociais opiniões contrárias às políticas públicas de educação. Além disso, houve a retirada  da discussão de gênero e diversidade dos Planos Municipais de Educação.

Compreender e saber responder questões do ENEM que abordam Simone de Beauvoir, Paulo Freire, Weber, MST , Panafricanismo e outros, é reconhecer a importância do ciberativismo, das rodas de debates nas praças públicas, da militância, da educação popular, visto que as escolas não estão dando conta desses debates.

É importante entendermos que os negros e negras que tiveram acesso à Ensino Superior, já estiveram no lugar daqueles que não souberam responder a questão de Beauvoir e hoje, por conta dos debates, militância e outros fatores, conseguem responder. Isso pode não ser uma vitória completa por que nossos pares ainda estão em situações complicadas. Mas não se deve desmerecer nenhuma vitória, mesmo se essa vitória é saber responder UMA questão do ENEM com total confiança.

feminismo

Entre o sol da meia noite e às luzes que apagaram das favelas, existe uma causa chamada educação
Professora dá aula para crianças em uma escola primária em Vaasa, na Finlândia (Olivier Morin/AFP)

Para quem trabalha na área de educação, conhecer o sistema educacional da Finlândia, deve ser um sonho.  De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, a Finlândia é o exemplo mundial de educação.  O motivo deste sucesso está alicerçado em três eixos: a família, a escolas e os aspectos socioculturais.

Em agosto de 2015, saiu uma matéria na BCC Brasil sobre oito coisas que docentes brasileiros aprenderam com a educação na Finlândia. O mais interessante é que esses docentes tiveram que ir para tão longe, para compreender e valorizar metodologias que estão sendo colocadas em prática no Brasil, principalmente nas favelas dos centros urbanos. De acordo com o aprendizado dos professores brasileiros em viagem à Finlândia, citarei quatro exemplos de iniciativas brasileiras

SOBRE O QUE OS PROFESSORES APRENDERAM

  1. Usar projetos em sala de aula

Os projetos são as melhores formas de garantir a atenção e interesse de estudantes nas salas de aula, pois os estudantes se sentem parte do processo de aprendizagem.  São formas baseadas em perguntas e não em um currículo condicionado ao fracasso.  Assim, é possível utilizar a realidade para problematizar dentro de sala de aula.

Um bom exemplo no Brasil é a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Desembargador Amorim Lima. Escola municipal localizada em São Paulo, que alterou seu Projeto Político Pedagógico para garantir a interação dos pais e mães de alunos e da comunidade com a escola. A Amorim Lima passou a oferecer atividades extracurriculares como oficinas de cultura brasileira, educação ambiental e teatro e é um exemplo de escola que consegue realizar projetos em sala de aula.

  1. Foco na produção de conteúdo pelos alunos

Sobre o aluno e a aluna produzir conteúdos, darei o exemplo EMEF Campos Salles, também de São Paulo.  A Campos Salles transformou o currículo para valorizar a autonomia dos estudantes. Uma das grandes mudanças foi alterar as aulas expositivas, dando a possibilidade dos estudantes  desenvolverem seus percursos de aprendizagem individuais e em grupos , a partir de roteiros de estudos.

  1. Repensar o papel da avaliação

A palavra “prova” já deixa qualquer pessoa angustiada. Por mais que tenha estudado, não ficamos imunes da sensação de horror, nervosismo e tensão. Mas a prova não é o único instrumento que deve servir para avaliação.

O Bairro-Escola Rio Vermelho, em Salvador, é uma grande articulação comunitária que busca promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens por meio da ampliação das oportunidades educativas do bairro. Os movimentos sociais, moradores do bairro, pais e mães interagem com as escolas da região para contribuir com a aprendizados dos estudantes. Isso significa que é possível aprender física com o mecânico, matemática com um cozinheiro, história do brasil com integrantes de movimentos sociais. Desta forma é possível pensar em novos modelos de avaliação, a exemplos de desafios reais e games.

  1. Desenvolvimento de habilidade do século XXI

O que é ensinado na escola não prepara os estudantes para a vida fora da sala de aula. A Pearson, uma das maiores empresas de educação e editora de livros do mundo, publica todo ano o estudo “The Learning Curve” com dados sobre educação e métodos de ensino no mundo inteiro.  O resultado da pesquisa de 2015 trouxe oito habilidades que os estudantes devem ter:

  • Alfabetização Digital
  • Comunicação
  • Inteligência Emocional
  • Empreendedorismo
  • Cidadania Global
  • Habilidade para Resolução de Problemas
  • Trabalho em Equipe

O Desabafo Social desde 2013 vem realizando atividades em parcerias com escolas públicas de algumas regiões do Brasil com foco na Comunicação em Direitos Humanos e Empreendedorismo Social.

Produção de fanzine, cinedebates, produção de jornal mural, dicas de como tirar um projeto do papel e/ou aumentar o impacto de um projeto, são  algumas das milhares de atividades desenvolvida pelo Desabafo Social nas Escolas. Além disso, o Desabafo Social realiza gincanas com foco nos direitos humanos, priorizando a Lei 10.639/03 sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira, a Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH).

Reconhecer, valorizar e colocar em prática o sucesso da educação popular/informal vivenciada nas favelas brasileiras é salvar vidas de meninos e meninas de todos os cantos do Brasil. Toda vez que bons professores da educação formal negam ir para os lugares que mais precisam, eles apagam luzes das favelas. Mas é importante lembrar que entre o sol da meia noite da Finlândia e às luzes que apagaram das favelas do Brasil, existe uma causa chamada Educação. E sim, no Brasil existem ótimas experiências e práticas de educação que dão certo!

Pessoas e projetos incríveis na região Nordeste.

Trocas de saberes, construção, debates, planejamento e muito mais. Foi isso que aconteceu no 3º Encontro Nordestino de (IN)Formação na Interface Comunicação, Educação e Cultura (ENFORCEC), e o Encontro Regional da Rede Nacional de Adolescentes de Jovens Comunicadorxs (RENAJOC), nos dias 11 a 13/11 em Natal/RN.

CCJ Recife

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Hoje foi um dia incrível! Foi dia de chegar em casa e chorar. Chorar de emoção, de comemoração, de felicidade.

Pela manhã participei como ouvinte de um debate sensacional promovido pelo Centro Acadêmico da Universidade Católica de Salvador, sobre empoderamento feminino. 

Luciane Neves, produtora cultural , falou da sua experiência de vida e profissional. E Altamira Simões foi na mesma linha. Altamira é lésbica, negra, do axé, do movimento negro, petista, mãe de três meninas e avó de um menininha de dois meses. Hoje ela é casada com uma mulher. Imaginem só! Ela é incrível. Na sua fala, ela reafirmava sempre que o comportamento de rejeição viola os direitos humanos e questionava como a sociedade deve se relacionar com a diversidade. Ela tratou muito sobre violência e sexualidade. Quando vamos ao médico, por exemplo, ninguém pergunta nossa orientação sexual. E quando morre não sabe os números de heteros e de homossexuais que morreram. Como Altamira mesmo diz, “para o Estado nós somos números. Temos que dizer quem somos para criarmos políticas públicas.” Questiono: Temos que ser estatística para o Estado nos enxergar? Complicado, mas é a verdade. Keep reading →

O Desabafo Social possui diversas iniciativas. Podemos destacar as Oficinas e o Desabafo Social nas Ruas. As oficinas são momentos de formação, discussão e produção sobre as temáticas voltadas para os direitos humanos da infância e da juventude, comunicação e cidadania. As oficinas são produzidas nos espaços de convívio da criança, do adolescente e do jovem, como centros culturais e acadêmicos. O Desabafo Social nas Ruas é o momento de ocupação dos espaços públicos para uso sociocultural e educativo, dialogando com crianças, adolescentes e jovens, levando a discussão para o campo popular.

Considerando os saberes necessários a prática educativa, explicitadas por Paulo Freire (1996), o Desabafo Social realiza ações voltadas para garantir a autonomia dos participantes e colaboradores. Ou seja, há respeito e valorização da cultura e dos saberes populares de cada sujeito. “Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professore ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar.” (FREIRE, 1996, p. 41)

A partir dessa linha de pensamento, o Desabafo Social estimula crianças, adolescentes e jovens à curiosidade, questionando o ser e estar no mundo, mostrando diversas possibilidades de intervenções, experiências exitosas e diversas interpretações sobre um mesmo assunto. “Se estivesse claro para nós que foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importância das experiências informais nas ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios de recreio […]” (FREIRE, 1996, p. 42)

O Desabafo Social compreende a importância dos espaços informais de convivência. Por isso acredita e aposta nas atividades informais com o uso da linguagem adaptada decodificando termos para um vocabulário de fácil entendimento a um cidadão comum, criando espaços de possibilidades para produção e construção do conhecimento.

As crianças, os adolescentes e jovens precisam cada vez mais ousar em criar, mas para isso é necessário garantir os direitos já preconizados nas legislações vigentes, especialmente, o direito à participação juvenil e à comunicação.“Não se trata obviamente de impor à população espoliada e sofrida que se rebele, que se mobilize, que se organize para defender-se, vale dizer, para mudar o mundo. Trata-se, na verdade [..] de, simultaneamente com o trabalho específico de cada um desses campos, desafiar os grupos populares para que percebam, em termos críticos, a violência e aprofunda injustiça que caracterizam sua situação concreta”. (FREIRE, 1996, p. 79 e 80)

O Desabafo Social serve como colaborador da construção de pensamentos críticos, a partir de comparações, de escolhas, de decisões e estímulos para crianças, adolescentes e jovens, formando assim uma ação político-pedagógica. Diante disso, é possível notar os resultados da metodologia progressista utilizada pela rede, a partir do momento que uma criança, um adolescente e/ou jovem que participou das atividades, começam a questionar a sociedade classicista e a enxergar sua importância como cidadão para que haja transformação social.“Vivemos numa sociedade totalmente desigual. Enquanto as pessoas não enxergar o adolescente ou jovem como forças potentes de mudanças, nada vai mudar.” (SANTANA, Luã, 17 anos.)

Portanto, as metodologias reinventadas pelo Desabafo Social, facilita o contato com o público infanto-juvenil , estimulando-os à autonomia crítica.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.