Como os candidat@s estão inovando em suas campanhas

Mais do que atualizar as redes sociais diariamente, há candidat@s utilizando outros formatos e novas tecnologias para garantir um modelo de campanha diferente do que estamos acostumad@s a ver (santinhos, panfletos, etc). Claro que isso não significa ganhar as eleições, mas é um experimento da Política 2.0

Em um país onde as palavras crise e golpe são as mais ouvidas, ter esperança parece utopia. Mas Marcio Black, candidato a vereador de São Paulo pelo partido Rede, criou uma playlist no Spotify com trilhas sonoras para o futuro. Assim como ele, Maria Rita Casa Grande, candidata a vereadora de São Paulo pelo PSOL, vem mostrando em seus vídeos e rodas de conversa que a utopia pode virar realidade, quando ativistas mulheres, negras e LGBTs ocuparem um cargo no Legislativo.

Corrupção também é o que costumamos ouvir e é tudo que não queremos. Por isso, Marcelo Freixo, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, iniciou uma campanha de financiamento coletivo para receber apoio de pessoas físicas. Freixo acredita que “o caminho de combate à corrupção não é moralista, é a reforma política” e o fim do financiamento privado de campanhas é um passo para isso.

Sobre ouvir as pessoas para construir propostas, Eric Pereira, candidato a vereador de Salvador pelo PTN, lançou um aplicativo para receber sugestões e garantir a transparência de sua campanha. Isa Penna, candidata a vereadora de São Paulo pelo PSOL, criou uma plataforma chamada SP pras Minas, para estabelecer laços com os coletivos e pessoas interessadas em construir coletivamente propostas com foco no combate ao machismo em São Paulo.

PS:  Mais do que se encantar pelo uso das ferramentas que @s candidt@s estão utilizando, leia as propostas de tod@s candidat@s antes de votar e veja se faz sentindo para a cidade que você quer ver nos próximos 4 anos.

Caso Mexicano

Pedro Kumamoto  é um deputado mexicano de apenas 25 anos. Ele foi o primeiro candidato independente a ganhar uma eleição, com um orçamento mínimo e conseguiu preencher uma posição de representação popular em Jalisco, no México. Isso graças a mobilização estratégica dos integrantes do movimento Wikipolítica. Kumamoto utiliza transmissão ao vivo do Facebook em suas reuniões e criou um coworking no Congresso para que a sociedade civil possa utilizar para pensar novas formas de fazer política através de colaboração em rede.

Red de Innovación Política en América Latina

A Red de Innovación Política en América Latina busca aproveitar as oportunidades que as novas tecnologias proporcionam para gerar uma cultura hacker em relação aos sistemas políticos. Isso significa acessar e modificar a política através de novas práticas cidadãs com o usos das novas tecnologias.

3 ideias geniais para inovar a política e tentarmos transformar este cenário

Medialab-Prado (Espanha): é um laboratório nacional de produção, pesquisa de projeto cultural que explora as formas de experimentação e aprendizagem colaborativa que surgiram a partir de redes digitais. Ele faz parte do Departamento de Cultura e Esportes da Câmara Municipal de Madrid. Para o Medialab-Prado oferecer várias formas de participação que permitem que pessoas com diferentes perfis (artística, científica, técnica), os níveis de especialização (peritos e iniciantes) e graus de implicação, a colaborar, eles oferecem um espaço de informação, consultoria e encontros, com a presença de mediadores culturais que explicam a natureza do espaço e conectam pessoas diferentes e projetos com o outro; concursos abertos para a apresentação de propostas e a participação no desenvolvimento de projetos colaborativos; programa de atividades que compreende workshops, seminários e debates, bem como as reuniões dos diferentes grupos de trabalho, exposições, conferências e outros eventos, como concertos e performances.

DemocracyOS  (Argentina): é plataforma online em código aberto onde é possível ter informações, discussão e votação de propostas do Poder Legislativo. Usando esta ferramenta, os cidadãos podem designar uma lista de projetos de leis. Após a conclusão do processo de seleção, as três iniciativas mais votadas irão para outra instância no mesmo local onde serão discutidas. Lá é possível discutir com profundidade cada projeto selecionado, avaliar os argumentos e votar neles como fazem os legisladores.

Update (Brasil): plataforma que reúne 700 iniciativas, de 21 países da América Latina com práticas de políticas emergentes. A proposta da Update é permitir que se conheça um pouco do universo das novas práticas políticas. É possível explorar os resultados variando as múltiplas combinações de filtros e permitindo análises próprias. Ou seja, é um banco de projetos inovadores para aumentar o engajamento dos cidadãos  com as políticas públicas na América Latina

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Entre o sol da meia noite e às luzes que apagaram das favelas, existe uma causa chamada educação
Professora dá aula para crianças em uma escola primária em Vaasa, na Finlândia (Olivier Morin/AFP)

Para quem trabalha na área de educação, conhecer o sistema educacional da Finlândia, deve ser um sonho.  De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, a Finlândia é o exemplo mundial de educação.  O motivo deste sucesso está alicerçado em três eixos: a família, a escolas e os aspectos socioculturais.

Em agosto de 2015, saiu uma matéria na BCC Brasil sobre oito coisas que docentes brasileiros aprenderam com a educação na Finlândia. O mais interessante é que esses docentes tiveram que ir para tão longe, para compreender e valorizar metodologias que estão sendo colocadas em prática no Brasil, principalmente nas favelas dos centros urbanos. De acordo com o aprendizado dos professores brasileiros em viagem à Finlândia, citarei quatro exemplos de iniciativas brasileiras

SOBRE O QUE OS PROFESSORES APRENDERAM

  1. Usar projetos em sala de aula

Os projetos são as melhores formas de garantir a atenção e interesse de estudantes nas salas de aula, pois os estudantes se sentem parte do processo de aprendizagem.  São formas baseadas em perguntas e não em um currículo condicionado ao fracasso.  Assim, é possível utilizar a realidade para problematizar dentro de sala de aula.

Um bom exemplo no Brasil é a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Desembargador Amorim Lima. Escola municipal localizada em São Paulo, que alterou seu Projeto Político Pedagógico para garantir a interação dos pais e mães de alunos e da comunidade com a escola. A Amorim Lima passou a oferecer atividades extracurriculares como oficinas de cultura brasileira, educação ambiental e teatro e é um exemplo de escola que consegue realizar projetos em sala de aula.

  1. Foco na produção de conteúdo pelos alunos

Sobre o aluno e a aluna produzir conteúdos, darei o exemplo EMEF Campos Salles, também de São Paulo.  A Campos Salles transformou o currículo para valorizar a autonomia dos estudantes. Uma das grandes mudanças foi alterar as aulas expositivas, dando a possibilidade dos estudantes  desenvolverem seus percursos de aprendizagem individuais e em grupos , a partir de roteiros de estudos.

  1. Repensar o papel da avaliação

A palavra “prova” já deixa qualquer pessoa angustiada. Por mais que tenha estudado, não ficamos imunes da sensação de horror, nervosismo e tensão. Mas a prova não é o único instrumento que deve servir para avaliação.

O Bairro-Escola Rio Vermelho, em Salvador, é uma grande articulação comunitária que busca promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens por meio da ampliação das oportunidades educativas do bairro. Os movimentos sociais, moradores do bairro, pais e mães interagem com as escolas da região para contribuir com a aprendizados dos estudantes. Isso significa que é possível aprender física com o mecânico, matemática com um cozinheiro, história do brasil com integrantes de movimentos sociais. Desta forma é possível pensar em novos modelos de avaliação, a exemplos de desafios reais e games.

  1. Desenvolvimento de habilidade do século XXI

O que é ensinado na escola não prepara os estudantes para a vida fora da sala de aula. A Pearson, uma das maiores empresas de educação e editora de livros do mundo, publica todo ano o estudo “The Learning Curve” com dados sobre educação e métodos de ensino no mundo inteiro.  O resultado da pesquisa de 2015 trouxe oito habilidades que os estudantes devem ter:

  • Alfabetização Digital
  • Comunicação
  • Inteligência Emocional
  • Empreendedorismo
  • Cidadania Global
  • Habilidade para Resolução de Problemas
  • Trabalho em Equipe

O Desabafo Social desde 2013 vem realizando atividades em parcerias com escolas públicas de algumas regiões do Brasil com foco na Comunicação em Direitos Humanos e Empreendedorismo Social.

Produção de fanzine, cinedebates, produção de jornal mural, dicas de como tirar um projeto do papel e/ou aumentar o impacto de um projeto, são  algumas das milhares de atividades desenvolvida pelo Desabafo Social nas Escolas. Além disso, o Desabafo Social realiza gincanas com foco nos direitos humanos, priorizando a Lei 10.639/03 sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira, a Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH).

Reconhecer, valorizar e colocar em prática o sucesso da educação popular/informal vivenciada nas favelas brasileiras é salvar vidas de meninos e meninas de todos os cantos do Brasil. Toda vez que bons professores da educação formal negam ir para os lugares que mais precisam, eles apagam luzes das favelas. Mas é importante lembrar que entre o sol da meia noite da Finlândia e às luzes que apagaram das favelas do Brasil, existe uma causa chamada Educação. E sim, no Brasil existem ótimas experiências e práticas de educação que dão certo!

SI LA COSA ESTÁ NEGRA, ¡LA COSA SE PUSO BUENA!

Somos cerca del 53% de la población brasileña. En Bahía, somos el 82%. Somos el 77% de la juventud que más muere en este país por armas de fuego. Somos la mayoría de los emprendedores de Brasil, y sin embargo seguimos actuando en actividades más simples, de menor valor agregado o más precarias. Somos los que más hacemos trabajos domésticos. Somos el 60% de los estudiantes de las escuelas públicas. Somos mayoría.

En un país con mayoría de la población negra, solamente el 3% de los electos en 2014 son negros. Los blancos siguen monopolizando los cargos públicos, y eso dificulta cualquier avance para la comunidad negra.

La información facilitada por el Tribunal Superior Electoral en 2014, muestran que los 11 candidatos para el cargo de Presidente de la República son los blancos; a la vicepresidencia, hay 7 blanco, tres negro y marrón; del total de 171 candidatos a gobernador, sólo el 54 son de color negro (15 negro y 39 marrón); a vicegobernador (a), 106 candidatos son de color blanco, 66 negro (44 marrón y negro 22) y 1 de la Indigena.

 

LA MUJER NEGRA

Es importante que pensemos también en una perspectiva de género y raza cuando hablamos sobre políticas públicas. Las mujeres negras representan casi un cuarto de la población brasileña.

Según los índices de la publicación Retratos de las desigualdades de Género y Raza, editada por el Ipea junto con la Secretaría de Políticas para las Mujeres de la Presidencia de la República (SPM/PR), la Secretaría de Políticas de Promoción de la Igualdad Racial de la Presidencia de la República (SEPPIR/PR) y ONU Mujeres, mientras 69% de las familias lideradas por mulheres negrasmujeres negras perciben hasta un salario mínimo, este porcentaje cae para 41% cuando se trata de familias lideradas por hombres blancos.

El índice de escolaridad de mujeres blancas en el nivel terciario es de 23,8%, mientras que, entre las mujeres negras, este índice es de solamente 9,9%. Y al hablar del mercado de trabajo, ¡la desigualdad empeora! Mientras, en 2009, los hombres blancos tenían el índice más alto de formalización laboral (el 43% contaba con la documentación en regla), las mujeres negras tenían el peor índice (solamente el 25% tenía empleo formal).

Ese es un retrato resumido de la situación de la mujer negra en el territorio brasileño.

 

ALGUNOS AVANCES

En 2003 fue creada la Secretaría Especial de Promoción de la Igualdad Racial (Seppir) con el objetivo de formular, coordinar y articular políticas y directrices para la promoción de la igualdad racial.

Cuando se trata de la educación para la comunidad negra, está presente el tema del reconocimiento de identidad. Podemos destacar la ley 10.639, que incluye la materia Historia y Cultura Afro-brasileña en el programa curricular del sistema educativo y el Programa Universidad para Todos (PROUNI), que concede becas de estudio parciales o totales para estudiantes con bajos ingresos en cursos de graduación de instituciones privadas. Además, tenemos las cuotas raciales en las instituciones públicas de educación técnica y superior.

cotais raciais

Según el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), tres de cada cuatro beneficiarios de la política de inclusión social Brasil Sin Miseria son negros. En 2014, debido a las acciones de dicha política, Brasil se convirtió en una referencia mundial en políticas públicas de combate a la pobreza, logrando salir del Mapa Mundial del Hambre, según la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO).

De acuerdo con los datos de la Investigación Nacional por Muestra de Domicilios (PNAD) del IBGE, de 2008 a 2013 hubo un aumento del 36% en el promedio de cantidad de años de estudio entre la población de bajos ingresos. Los datos revelan también que el programa Bolsa familia, de transferencia de ingresos, colaboró para monitorear la asistencia escolar de niños y jóvenes. El tiempo de permanencia en los estudios entre el 20% más pobre subió de 6,1 años a 8,3.

 

#PARATENERENCUENTA

Uno de los mejores libros que leí se llama Corpo Caído no Chão (Cuerpo Caído en el Suelo) de Ana Luiza Flauzina. El libro aborda la cuestión criminal en Brasil. Ana Flauzina muestra algunas estrategias para desaparecer y exterminar la imagen física del negro en la sociedad brasileña.

El documental Lápis de Cor (Lápiz de Color), aborda el universo infantil y la manera en que el estándar de belleza eurocéntrico afecta a la autoimagen y autoestima de los niños negros, revelando la acción silenciosa del racismo. Lápis de Cor hace referencia a un color de lápiz, conocida como “Color Piel” que, en realidad, es una tonalidad de beige. Ese es el color que los niños utilizan para representarse a sí mismos y a las personas con quienes conviven.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Citando a la feminista negra Djamila Ribeiro, si usted cree que sufrió algún tipo de racismo por ser blanco o conoce a un amigo que lo haya sufrido, ¡este video es para usted!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Se a coisa tá preta, a coisa tá boa!

Somos cerca de 53% da população brasileira. Na  Bahia somos 82%. Somos 77% da juventude que mais morre neste país por arma de fogo. Somos a maioria dos empreendedores do Brasil, mas continuamos atuando em atividades mais simples, de menor valor agregado ou de maior precariedade. Somos quem mais realiza trabalhos domésticos. Somos 60% dos estudantes nas escolas públicas.  Somos maioria.

Em um país com maioria negra, apenas 3% dos eleitos em 2014 são negros. Os brancos continuam monopolizando os cargos públicos o que dificulta qualquer avanço para comunidade negra.

Eleições 2014 Brancos Pardos Pretos Amarelos Indígenas
Presidente da República 1
Governadores 20 6 1
Senadores 22 5
Deputados federais 410 81 22
Deputados estaduais 776 250 29 2 2
Eleitos 1229 342 51 3 2
Como se classificam % da população % de eleitos
Brancos 47,7 75,6
Pardos 43 21
Pretos 7,6 3,1
Amarelos 1,1 0,2
Indígenas 0,4 0,1

A MULHER NEGRA

É importante pensarmos também numa perspectiva de gênero e raça quando falamos sobre políticas públicas.  As mulheres negras respondem por cerca de um quarto da população brasileira.

mulheres negrasDe acordo com os indicadores da publicação Retrato das desigualdades de Gênero e Raça, editada pelo Ipea em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e a ONU Mulheres,  enquanto 69% das famílias chefiadas por mulheres negras ganham até um salário mínimo, este percentual cai para 41% quando se trata de famílias chefiadas por homens brancos.

A taxa de escolarização de mulheres brancas no ensino superior é de 23,8%, enquanto, entre as mulheres negras, esta taxa é de apenas 9,9%. Sobre o mercado de trabalho, a desigualdade só piora! Enquanto, em 2009, os homens brancos possuíam o maior índice de formalização (43% com carteira assinada), as mulheres negras apresentavam o pior (25% com carteira assinada).

Esse é um breve retrato da situação da mulher negra no território brasileiro.

ALGUNS AVANÇOS

Em 2003 foi criada Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) com objetivo de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para promoção da igualdade racial.

Sobre a educação para a comunidade negra, está o reconhecimento identitário. Podemos destacar a Lei 10.639, que inclui o tema História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da rede de ensino e o Programa Universidade para Todos (PROUNI) que concede bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas. Além disso, temos as cotas nas instituições públicas de ensino técnico e superior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), três entre quatro beneficiados pelo Brasil Sem Miséria , política de inclusão social, são negros. Em 2014, por conta das ações do Brasil Sem Miséria, o Brasil se tornou referência mundial em políticas públicas de combate à pobreza, saindo do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 2008 a 2013 houve aumento  de 36% dos anos médios de estudos entre a população de baixa renda. Os dados revelam também que o programa Bolsa Família , de transferência de renda, colaborou para acompanhar a frequência escolar de crianças e jovens. O tempo de permanência nos estudos entre os 20% mais pobres saiu de 6,1 anos para 8,3.

EDITAL PARA JUVENTUDE NEGRA COMUNICADORA

Com a intenção de reconhecer iniciativas de jovens comunicadores negras e negros voltadas para a promoção da igualdade racial, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) lançou no inicio de setembro o edital do Prêmio Antonieta de Barros. O prêmio irá contemplar atividades de comunicação relizadas pela juventude negra. Cada iniciativa receberá um prêmio de R$ 20.000,00

 Os interessados podem inscrever as suas iniciativas até o dia 19 de outubro, protocolando o projeto pessoalmente na Seppir (Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Brasília), enviando o material pelos Correios, ou mesmo via Internet, pelo e-mail premio.jovenscomunicadores@seppir.gov.br

Mais informações: Prêmio Antonieta de Barros 

O Brasil nunca foi um país pacífico. O Brasil é um país racista, machista e lgbtfóbico!

FICA DICA

 Um dos melhores livros que já li foi Corpo Negro Caído no Chão de Ana Luiza Flauzina. O livro aborda a questão criminal no Brasil. Ana Flauzina mostra algumas estratégias de desaparecimento e extermínio da imagem física do negro na sociedade brasileira.

O documentário Lápis de Cor, aborda o universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo.

Lápis de Cor faz referência a uma cor de láis, conhecia como “Cor de Pele”, que , na verdade é um tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Parafraseando a feminista negra , Djamila Ribeiro, se você é  acredita que já sofreu racismo por ser branco ou que conhece um amigo que sim, esse vídeo é pra você!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Mucho con Poco – Líderes Innovadores de América Latina

Conheça os brasileiros que são orientadores de organizações e projetos na América Latina na plataforma Mucho con Poco. Os orientadores são especialistas em diferentes campos que colaboram com os serviços de empreendedores sociais e as organizações juvenis que precisam fortalecer suas iniciativas. Quer receber apoio? Acesse:http://www.muchoconpoco.org/apoyo

BRASIL

Reduction of the age for criminal responsibility: the portrait of a successful hit to democracy and against youth.

Although Brazilian legislation already punishes adolescents who commit violations to the law from the age of twelve, the Chamber of Deputies reduced the age for criminal responsibility from the age of 18 to the age of 16.

Trying to make a recount of backward movements in Brazil was never as easy as it is now. The private finance initiative of candidates’ campaigns, the outsourcing of main activities’ services, the influence of the Evangelistic Church in decisions of the Legislative Power, the elimination of the term “gender” from the Education Municipal Plans, the rejection of the women quotas at the Congress. And now, the reduction of the age for criminal responsibility.

On 1st of July, social movements against the reduction of the age for criminal responsibility went to Brasilia, the capital city of the country, in order to put pressure and to follow the voting of the Proposed Amendment of the Constitution 171/93 (PEC 171), which aims to reduce the age of criminal responsibility from the age of 18 to 16. This intends to be applied to cases of atrocious crimes and those that attempt against life. This means that adolescents are to be punished for committing rape, drug trafficking and armed robbery. At first, the proposal was rejected. However, the president of the chamber of deputies, Eduardo Cunha (who belongs to the Party of the Democratic Brazilian Movement) erased from the proposal crimes such as drug trafficking and armed robbery. This is how, on small hours of 2nd of July, the reduction was approved by the Chamber. There were 323 positive votes, 155 negative votes and 2 abstentions.

Imagem Anistia Internacional Brasil
Image: Amnesty International Brazil 

Brazil has today the most conservative congress since the days of military dictatorship. This is why the country ignores the inversely proportional number of young people who are murdered and of young people who commit any violent crime.

According to the data provided by the National Secretary of Public Security, adolescents between the ages of 16 and 18 commit less than 1% of the crimes which attempt against life in Brazil. The index of Homicides in Adolescence esteems that adolescents between the ages of 12 and 19 are in great risk of being murdered before turning 19 in Brazilian cities which have over 100.000 residents. The 2015 Violence map shows that 58% of the youngsters who died in Brazil were victims of shots of firearms, and that they were 2.5 times more afro-descendent people than whites. In 2012, every 100.000 residents, the proportion of white victims was of 11.8 deaths, while the proportion registered for blacks was of 28.5 every 100.000. The difference is of 142%.

This data shows that the victims of the reduction of the age of criminal responsibility in Brazil have a certain skin color, home address and social class. This only means that such victims are young poor blacks who live in the outskirts of the big cities.

Besides from increasing the number of murdered young blacks, the consequences of this reduction go against the Brazilian Federal Constitution, the Children and Adolescent Statute and the UN´s Convention on the Rights of the Child. This amendment to the law will allow the consumption of alcoholic beverages and tobacco, sexual exploitation and porn for adolescents aged 16. Clearly, this means that reducing the age for criminal responsibility is not the solution.

Today, 70% of the countries of the world sets 18 years as the minimum age. However, Brazil intends to reduce it to 16. This picture is a portrait of a successful hit to democracy and against youth.

The next step establishes that the PEC 171 must go through a third voting at the Chamber, and other two at the Commission for the Constitution and Justice at the Senate before it is approved. The president Dilma Rousseff will not be allowed to interfere, as this is a prerogative of the Congress.

Redução da Maioridade Penal: retrato de um sucedido golpe na democracia e contra juventude

Apesar da legislação brasileira já responsabilizar os adolescentes que cometem atos infracionais a partir de 12 anos, a Câmara reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Listar os retrocessos do Brasil nunca foi tão fácil: Aprovação do financiamento privado de campanha nas eleições, terceirização dos serviços, a influência da igreja em pautas do Legislativo, retirada do termo “gênero” dos Planos Municipais de Educação, rejeição de cotas para mulheres no Congresso e agora  a redução da maioridade penal.

No último dia 01, os movimentos sociais contra a redução da maioridade penal foram em direção à Brasília, capital do Brasil, pressionar e acompanhar a votação da Proposta de Emenda Constitucional 171/93 (PEC 171) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A PEC foi rejeitada. Mas o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), alterou a proposta original e na madrugada do dia 2 de julho a redução foi aprovada na Câmara. Foram 323 votos favoráveis, 155 contrários e 2 abstenções.

Imagem Anistia Internacional Brasil
Imagem Anistia Internacional Brasil

O Brasil tem o Congresso mais conservador pós Ditadura Militar e por isso ignora os números inversamente proporcionais de jovens que são assassinatos e jovens que cometem algum ato infracional.

De acordo com os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, jovens entre 16 e 17 anos cometem menos de 1% dos crimes contra a vida no Brasil. O Índice de Homicídios na Adolescência estima o risco de adolescentes de 12 a 19 anos serem assassinados antes de completarem seu 19º aniversário nos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.  O Mapa da Violência 2015 mostra que 58% dos jovens morreram no Brasil em decorrência do disparo de arma de fogo e as vítimas desse tipo de morte foram 2,5 vezes mais de negros do que de brancos. Em 2003 cerca de 72,5% dos jovens negros foram assassinados e em 2012 o número pulou para 142%.

Esses dados mostram que as vítimas da redução da maioridade penal no Brasil têm cor, endereço e classe social. Ou seja, são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias dos grandes centros urbanos.

reducao-maioridade-penal

Além de aumentar o número de jovens negros assassinados, a redução da maioridade penal vai contra a Constituição Federal Brasileira, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas e permite o consumo de bebidas alcóolicas e tabaco, a exploração sexual, e pornografia de  jovens de 16 anos.

Hoje, 70% dos países no mundo estabelecem 18 anos como idade penal mínima. Enquanto isso, o Brasil quer reduzir para 16 anos.  Esse panorama é um retrato de um sucedido golpe na democracia e contra juventude.

Agora a PEC 171 irá passar por uma terceira votação na Câmara e por duas votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, antes de ser promulgada.   A presidente Dilma Rousseff não poderá interferir, pois essa é uma prerrogativa do Congresso.

Desabafo Social no interior da Bahia: Novas mídias, novos diálogos

Realizei no dia 23 de maio um bate-papo sobre Novas mídias na cidade de Iaçu, interior da Bahia. Uma pequena cidade com 25.736 habitantes que fica às margens do Rio Paraguaçu. Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil 2013, Iaçu está na 4764 º posição.

Usando a metodologia do Desabafo Social com linguagem adaptada e perguntando sempre o que as pessoas gostam de ouvir, ler e falar, listei uma série de atividades que os participantes gostam de fazer. Na lista tinha: ficar na internet, namorar, fazer amizades entre outros. A partir disso, começamos a conversar.

No primeiro momento falamos dos riscos e oportunidades no ciberespaço, questionando sobre as potencialidades das redes sociais e as violações de direitos humanos, principalmente, o ciberbullying e racismo. Depois falamos o quanto é bom namorar. Não poderíamos mentir né?! Mas todxs ficaram alertas sobre a mediação das novas tecnologias nos relacionamentos. Houve um consenso que a sociedade é machista e a vítima nunca é culpada. Mas esse consenso só foi no final de tudo, depois de muita discussão, porque inicialmente todxs culparam a mulher por enviar fotos sensuais para os namorados.

Falamos muito do racismo e homofobia que são disfarçados em bullying. Surgiram fortes depoimentos. Uma menina linda, negra e acima do peso para a sociedade, falou o quanto se sente mal quando alguém a chama de “gorda, cabelo de pixaim”. Por conta disso, ela fez um livro sobre bullying e já está lançando o segundo.

Depois de tanta conversa, a galera fez uma apresentação de teatro falando sobre o uso excessivo da internet. A peça utilizava da ironia para criticas como as pessoas não frequentam mais ambientes sem wi-fi e o quanto é horrível conversar com alguém que só fica com o celular na mão. Foi uma peça maravilhosa!

E para fechar nossa conversa, apresentei o sistema Vojo. O Vojo é um sistema que permite qualquer pessoa enviar reportagens para a Internet por telefone mesmo que esta pessoa não tenha um celular com android ou iOS. A tecnologia, desenvolvida pelo Center for Civic Media do MIT, está sendo usada de maneira pioneira na América do Sul pelos nossos parceiros Instituto Mídia Étnica e Correio Nagô e o Desabafo Social está popularizando. A ideia é democratizar a mídia. Queremos ouvir as vozes, principalmente, da minoria. 

Quero voltar logo para Iaçu. A galera é sensacional!  VALEU IAÇU!

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Brasil e a terceirização: trabalho demais, dinheiro de menos

Sem respeitar as conquistas históricas dos direitos trabalhistas, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (22), o Projeto de Lei 4330/2004 que amplia para todos setores da economia a terceirização do emprego, autorizando as empresas a contratarem prestadores de serviços sem vínculo trabalhista direto.

Os 40 parlamentares da bancada evangélica que votaram a favor da PL 4430, acredita que a terceirização garantirá maior especialização dos profissionais de cada área. Mas, não é bem assim. Terceirizar os setores econômicos retira os direitos dos trabalhos e precariza o emprego. Keep reading →

Regulamentação da mídia não é censura. Para de falar besteira!

Você se enxerga na TV brasileira? Estamos hoje melhores do que ontem, em relação ao direito à informação e à liberdade de expressão?

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma resolução política que pede a criação de um marco regulatório para a mídia.  Mas por que há pessoas e partidos que são contra? Calma! Não grite que regulação da mídia é censura, sem saber exatamente o que é. Keep reading →