As tiazinhas e eu

A virada do ano foi legal e nostálgica, a ponto de me fazer chorar. Comecei 2014 com uma surpresa: Fiquei entre as 25 negras mais influentes da internet brasileira. É só conferir no site Blogueiras Negras. Mas, não é sobre meu réveillon que quero falar e sim sobre algo que nem a geração tiazinhas vive sem: Redes Sociais.

No dia 01 de janeiro de 2014 peguei carona com as tias de uma amiga de Villas do Atlântico, Lauro de Freitas (BA) até Salvador (BA). Eram três senhoras entre 60 e 70 anos de idade, cantando e se divertindo no carro ao som de Ivete Sangalo, diva máster do Axé Music. Até ai tudo bem. Só que uma delas tira da bolsa o celular de última geração e diz: “Acabaram de mandar nossa foto pelo whatsapp.” A partir daí o assunto sobre redes sociais não parou. Duas delas pegaram seus respectivos celulares e começaram a ler as postagens do facebook e algumas conversas do whatsapps. E quando elas falaram que tinham snapchat , fiquei até sem jeito porque nem sabia o que era isso. Então continuei calada.

Foram duas horas de engarrafamento e de papo sobre facebook, twitter, whatsapp e o tal do snapchat. Nesse tempo soube que elas aprenderam a mexer nos aplicativos e redes sociais por conta própria e que não conseguem viver mais sem internet no celular. Me identifiquei.

É muito legal ouvir depoimentos como esses. Ainda mais de pessoas que nasceram antes da sociedade da informação, como diria Marilena Chauí – filósofa. Percebe-se que desde o surgimento da microinformática até hoje, a influência da internet é constante. E vale destacar que o surgimento das redes sociais é relativamente recente. Por mais que existam as violações de direitos no ciberespaço (devemos ficar atentos quanto a isso), não há como negar as possibilidades desenfreadas que apareceram a partir da internet.

“Esqueceram de mim” é um ótimo título para a situação a qual estava. Foram duas horas de engarrafamento e uma hora e cinquenta e cinco minutos de conversa, entre elas, sobre redes sociais. O carro parou em frente a minha casa, agradeci pela carona, abri a porta do carro e quando estava quase saindo uma delas grita: “Ei Monique! Você tem instagram?”. Hoje elas me seguem não só no instagram, mas também no twitter. Viva a globalização como possibilidades. Salve Milton Santos!