Ainda há esperança!

Vamos fazer uma simples equação: A paga 10X para B. Depois de 1 ano B consegue multiplicar esse valor e fica com 100X. Agora B vai devolver os 10X para A. Agora imagine que A é uma empresa e B é um candidato super da “moda.” O que vai acontecer depois? Se você falou corrupção, acertou!

No Brasil o sistema de financiamento é misto, ou seja, pode levantar fundos através do Fundo Partidário (abastecido por dotações orçamentárias da União, o qual 5% são divididos, em partes iguais e os 95% são distribuídos de forma proporcional aos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados) e através de pessoas físicas e/ou empresas.

Seguindo a lógica do quem não é visto não é lembrado, você já percebeu que sempre tem um candidato que aparece mais na TV, com imagens lindas e com pessoas felizes ao seu redor, diversos santinhos etc? Esse é o candidato que está alinhado com as “necessidades políticas da empresa” e que tem mais chance de ganhar. Logo, ganhando as eleições, deverá andar de mãos dadas até o fim do seu mandato com a empresa que o financiou.

Vale destacar que pessoas jurídicas não votam e não podem ser votadas. E, mesmo sem direitos políticos, o capital que determina o resultado das eleições. Financiamento privado favorece exclusivamente quem tem mais dinheiro. Tem como um sistema desse dá certo?

Mas, ainda há esperança! No dia 02 de abril deste ano, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se posicionou contra ao financiamento privado de campanhas políticas. Como estava muito bom para ser verdade, o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo. Enfim.. Vamos acompanhar o final dessa história.