05 aprendizados da minha primeira temporada no Profissão Repórter

A minha primeira temporada no Profissão Repórter passou tão rápido. Compartilho aqui meus primeiros aprendizados e ano que vem tem mais.

TUDO É VÁLIDO

Foi difícil entender que tudo é válido no Profissão Repórter. A negociação, a chegada, a busca, a fuga, o medo, a felicidade, enfim… tudo é válido! Então se é pra falar algo que seja à vera.

O BOM SENSO

Saber o momento de desligar a câmera sempre é motivo de dúvidas e crises. Em determinadas situações você não sabe se registra ou não. A única coisa que vai determinar isso é o bom senso do repórter.

A MEDIDA CERTA DO SILÊNCIO

A primeira pessoa que fui pedir socorro para tirar dúvidas de roteiro foi Luiz Bolognesi. Ele é o gênio do cinema que mais tinha proximidade na época. Ele disse que no cinema o silêncio é bastante utilizado, diferente de um programa jornalístico.

E é verdade. Jornalistas acham que para existir um reportagem, precisa necessariamente sempre ter falas.

Foi difícil encontrar a medida certa para dar sentido ao silêncio. Mas nas reportagens Naufrágios, Adoção e Feminicídio, só consegui falas e momentos incríveis, apenas em silêncio e olhando nos olhos de cada personagem.

AS DORES NÃO SÃO MINHAS

Durante as reportagens sempre tenho reações: nervoso, felicidade, medo etc. De alguma forma vou demonstrar o que estou passando naquele momento, porque não consigo controlar.

Mas para não chegar em casa e continuar sofrendo, o mantra que tem me salvador é: Essa dor não é minha. Não posso levar para casa as dores de cada personagem. Isso aprendi com a repórter Mayara Teixeira.

O QUE A MAIORIA VAI ENTENDER

Entrei no Profissão super preocupada em falar termos corretos e afins.  Porém, existem termos de militância que são incompreensíveis para muita gente. Sem contar que recebi o título de louca de alguns conhecidos, porque eles afirmam que as pessoas não assistem mais televisão. Então não faria sentido eu estar nas telas.

Por que você vai aceitar? As pessoas nem assistem mais TV.

Mas eles não sabem que 63% da população assistem televisão para se informar.  77% afirmam ver TV todos os dias da semana, com predominância de segunda a sexta-feira. O telespectador passa, em média, entre 60 e 120 minutos em frente à TV, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016

pesquisa

Felizmente ou infelizmente, vivemos em bolhas e numa dualidade de achismos. Meu conforto é saber que minha voz se tornou caixa de ressonância nas reportagens que fiz. Desde racismo até feminicídio. E 63% dos brasileiros tiveram acesso a essas temáticas.

Tragédia de Mar Grande e minha incapacidade de morar sozinha

Provavelmente você teve conhecimento da tragédia que aconteceu no dia 24 de agosto de 2017, durante a travessia Mar Grande – Salvador. Se você é da Bahia, deve ter visto na TV imagens e entrevistas de dor e sofrimento, com direito a trilha sonora no fundo. Além de péssimo, é brega. Se você é de fora, deve ter visto muitas especulações na internet e várias incertezas na TV.

Não quero falar sobre os possíveis responsáveis da tragédia, nem de quantas vezes os movimentos sociais de Vera Cruz denunciaram a situação das lanchas. Não me sinto confortável para falar das famílias das vítimas e muito menos dos sobreviventes. Meu bom senso não permite explorar até o último choro de um trauma que, provavelmente, não passará tão cedo.

A travessia, as condições das embarcações e os corpos no mar, não deixam minha mente desvincular da imagem do Navio Negreiro. Afinal, Mar Grande fica no município de Vera Cruz (BA), considerado em 1500 o Novo Mundo aos olhos dos portugueses que se tornou velho, mesmo sendo a 30 minutos da quarta maior capital do Brasil: Salvador!

Posso dizer que depois de ter pego a primeira lancha, no primeiro horário, pós tragédia e vendo o corpo de um senhor sendo trazido pelo mar até meus pés, consegui sentir o gosto da água salgada e do desespero que é tentar viver. A posição dos braços abertos, como se quisesse dizer: “Eu estou aqui!”, me fez voltar no dia 03 de março de 2015, quando vivi um desespero desse, em menor escala, enquanto fazia Raffiting em Itacaré (BA). Era carnaval e aniversário de minha mãe quando meu bote virou e minhas tentativas de salvação foram frustradas com o bote em cima da minha cabeça. Para minha felicidade, acordei em cima de uma pedra e só isso que lembro para contar.

Revivi tudo que já passei e que não superei. Pulei covas e mais covas para enterrar um menino de 6 meses. Minha última lembrança de cemitério foi há 11 anos, quando , mesmo não querendo, tive que dizer adeus a minha avó. O meu respeito e medo pelo mar, teve que ser superado sem eu está preparada, porque fiz a travessia inúmeras vezes e tentando fazer com que o medo não se igualasse ao tamanho da minha dor.

E depois de tudo isso, volto pra minha casa. Minha nova casa, vazia, sem ter alguém me esperando para abraçar. Afinal, preciso aceitar que estou em outro momento da minha vida. Uma vida adulta.

Depois da tragédia de Mar Grande, só confirmei minha incapacidade de morar sozinha. Não porque não sei cozinhar direito – não que isso não seja verdade – , nem porque preciso fazer tudo ao mesmo tempo para deixar a casa um ambiente legal de respirar. Mas porque eu sofro todas as vezes que não posso comentar com meus pais, que moram em Salvador, sobre o que está passando naquele momento na TV. Porque sinto falta dos gritos que minha mãe dava quando colocava a comida na mesa e eu demorava de sair do quarto. Ou quando chegava em casa e contava tudo que aconteceu no meu dia e meus pais estavam ali me escutando atentos. Dói voltar pra casa depois de vivenciar tragédias e dores que o mundo fora do ninho nos oferece e não ter quem abraçar quando chegar em casa. E o pior de tudo, é saber que você não vai conseguir dormir tão cedo, porque as imagens não saem da sua cabeça, e seus pais não estarão com você fisicamente para te acalmar. Você não será ninada até o sono chegar.

Talvez o nome disso não seja incapacidade. Apenas uma transição da vida adulta. Ou quem sabe um clichê romântico de dá importância a quem está com você agora. São tantas possibilidades e tentativas de traduções para dizer que eu sinto saudades de morar com meus pais. E não quero vivenciar mais tragédias para lembrar disso. O que me tira um sorriso do rosto é saber que eu e meus pais nos falamos todos os dias por telefone e toda ligação termina em: eu te amo!

LÍVIA e a humanização dos corpos negros

Por que ao espetáculo LÍVIA é um dos melhores que já  vi? A resposta poderia ser simples, se as pessoas interpretassem da mesma forma que a gente tenta passar. Como isso não acontece, vou explicar rapidinho.

Observem essas imagens:

Imagine que eles estão fazendo um espetáculo. O que você vê? O que , provavelmente, a peça fala?

A descrição poderia ser: Atores interpretando um casal ou monólogo, falando da vida e as consequências das nossas escolhas.

Agora observem essa imagem:

Sol Menezzes e Licínio Januário
Sol Menezzes e Licínio Januário

A descrição (viciada) poderia ser: Atores NEGROS interpretando um casal e falando sobre RACISMO.

Tem uma parte do livro “Na minha pele”, de Lázaro Ramos, que fala que mesmo querendo esquecer que somos negros, alguém nos lembra. Ou seja, Sol Menezzes e Licínio Januário não são apenas excelentes atores. São excelentes atores negros. Porque não existimos sem essa terminologia.

Pela primeira vez nos meus 22 anos, assisto um espetáculo com direção e elenco negro e que a mensagem final não envolva racismo. Podem ter vários, mas nunca vivenciei.

Sentada naquela cadeira, só consegui enxergar dois atores fazendo simplesmente uma peça que me arrancou lágrimas com um roteiro incrível e uma encenação impecável.

Esses dois atores trouxeram humanidade pra mim, pra nós pretos e pretas. Eles mostraram que somos tão reais quanto outras pessoas que não precisam utilizar a terminologia negro/preto. Além disso, mostraram com esse texto que nem só das demandas do racismo e dos racistas vive uma pessoa negra. Trouxeram situações das nossas vidas, as escolhas , o amor, a rotina.

Obrigada Sol, Licínio e toda equipe por mostrar que:

  1. As militâncias são distintas e têm coisas que não precisamos sempre verbalizar. A nossa existência em determinado espaço mostra a nossa luta. Vocês no atuando no palco dos Parlapatões mostram isso.
  2. Como sempre digo, começamos a militância como Malcom X e depois a gente entende o que Martin Luther King quer dizer. LÍVIA me pega pelo diálogo, me embala pelos braços e faz a mensagem chegar em todas pessoas.
  3. PESSOAS NEGRAS TÊM HUMANIDADE. Eu falo sobre outras coisas, além de racismo. Eu tenho uma vida, além da luta antirracista.

6 coisas que entendi e aprendi fora do Facebook

Fiquei apenas 7 dias sem o Facebook e, de verdade, não senti falta. Não teve um momento que desejei voltar, mas voltei.

Voltei porque diversas pessoas em São Paulo, que nem sabiam que estava fora da rede social, me pararam para falar dos resultados daquilo que andei escrevendo, publicando e divulgando. Uma que participou de um curso porque divulguei. Outra que se encontrou num texto meu. E mais outra que conseguiu um freela depois de conversamos um pouco por inbox.

Enfim, vamos aos aprendizados:

  1. Não basta a pessoa demandar coisas pelo inbox e comentários no Facebook. Se a única missão dela é pedir, exigir e cobrar, ela fará isso em qualquer rede social. Deve ser mesmo difícil assumir que é inconveniente
  2. Sem o Facebook aprendi a usar opções Ocultar, Bloquear e Recusar no Instagram. E acreditem: Essas opções sãos as melhores para gerenciar tempo e melhorar sua saúde mental.
  3. A pessoa não vai mandar mensagem perguntando se você está bem, vai mandar mensagem cobrando você de alguma coisa. Por que você saiu? Você viu aquilo? O que você acha? Você precisa conhecer isso? E por aí vai..
  4. É tanta gente criando hipóteses equivocadas que agradeço pelo site Ego não existir mais. Por que teriam tantas manchantes cômicas, para não dizer trágicas. e tendenciosas. E não passa na cabeça de ninguém que sair do Facebook é um direito e escolha.
  5. Se uma das funções do Facebook é interagir, por que não excluir pessoas que não interagem para adicionar aquelas que você gostaria de interagir? Voltei para fazer isso, sem sofrimento 🙂 Apesar das pessoas entenderem que desfazer amizade no Facebook é motivo para não falar pessoalmente e fim de papo, quem quer apenas ver minhas coisas para amar ou odiar, pode fazer isso apenas como seguidores <3 Menos pessoas tóxicas, please!
  6. Entendi que preciso voltar, porque embora as redes sociais possam adoecer, elas também são responsáveis por encontros potentes! Foi aqui que encontrei muita gente incrível. E eu preciso estar perto delas, mesmo que apenas por aqui. Elas me inspiram, me animam, me trazem conforto com cada postagem e conversa por inbox.
A síndrome da reclamação e a oportunidade estagnada

Eventos de graça ou quase de graça e mesmo assim as pessoas não vão. O que falta para os empreendedores participarem das ações que estão surgindo?

Não tenho lugar para fazer minhas atividades. Então você consegue e a pessoa não vai.
Queria fazer tal curso, mas é caro. Então você consegue bolsa 50% a 100% e a pessoa não vai.
É muito longe o evento, se fosse perto iria. Então você faz no bairro e a pessoa não vai.
Não vou porque não vai ninguém interessante. Então você chama um convidado que a pessoa adoraria estar perto trocando figurinhas e a pessoa não vai.

O que acontece para que as pessoas só reclamem das ausências e ignorem as oportunidades?

Não gosto de justificar nada dizendo que é algo cultural. Até porque cultura é convenção, criação humana que pode ser alterada. Mas terei que apelar pra isso e dizer que pode ser cultural.

Os movimentos sociais, por exemplo, são pautados na reclamação. Primeiro identificam o problema e vão  reclamar, gritar e exigir soluções. Poucos são aqueles que identificam o problema, pensam numa possível solução e compartilham com os demais. Talvez a síndrome da reclamação venha daí. Isso não significa que reclamar seja uma coisa ruim, mas não é o suficiente e talvez nem justo, quando se têm iniciativas e soluções surgindo, mesmo que de forma descentralizada.

Os eventos que o Desabafo Social e eu têm feito, o público comparece. Que bom! Mas mesmo aparecendo uma única pessoa, temos que fazer com aquela pessoa.
Terei que citar Projota, porque a música dele faz sentido agora.

Rimei pra 30 mil emocionadão, rimei pra meia dúzia a mesma emoção

E parafraseando o poeta Sérgio Vaz, não é preciso cultivar multidões.

Em um outro texto falei sobre os coworkings.  Fazendo uma pesquisa rápida no meu Facebook a maioria das pessoas afirmaram que utilizariam coworking para realizar trabalho diário, fazer apenas networking, participar de cursos e treinamento e fazer reuniões. Então, por que as pessoas não estão no coworking, já que os preços são acessíveis ou de graça? (Entre R$ 0 e R$ 100)

Em nosso imaginário e na realidade social as ausências são maiores que a abundâncias. Ainda mais quando há o recorte racial, de gênero e de classe. Mas quando a abundância chega, não deixem as síndromes da reclamação fechar seus olhos para isso.

Militância não é profissão, militância não é emprego.

Por Monique Evelle

Acredito que ninguém tenha dúvidas que as pessoas podem ser contraditórias, ainda mais da minha geração cheia de certezas e instantaneidades. Mas claro que todos podem mudar de opinião. Recentemente vi em algum lugar a seguinte mensagem:

É meu aliado quem ganha dinheiro falando de racismo?

 

Fiquei pensando o quanto as pessoas são equivocadas e jogam baixo, talvez até sujo. Vou trabalhar com exemplos.

Gabi Oliveira é formada em Relações Públicas pela UFRJ e criou o canal no youtube durante o TCC (Para quem não sabe o youtube é também uma plataforma de negócios). Consequentemente os temas que ela aborda em seu canal, por vivência e estudos, é sobre relações étnico-raciais.  Djamila Ribeiro é mestra em Filosofia pela UNIFESP e tudo que ela conseguiu de visibilidade se sustentou por conta da sua credibilidade, pautada nos seus estudos.

Logo, ganhar dinheiro é consequência do trabalho que elas desenvolvem com a profissão delas. A militância é uma parte da vida dessas pessoas. E por serem mulheres negras, falarão de questões raciais de forma consciente ou não.

A temática racial é transversal a qualquer outro tema: negócios, cultura, gênero, educação, comunicação e afins. Eu, por exemplo, enquanto mulher negra e ativista, tenho o meu lugar de fala e racializo o debate. Porém sou formada em Política e Gestão da Cultura e, atualmente, estou como repórter no Profissão Repórter. Não sou apenas Monique Evelle, a militante. Militância não é minha profissão, não é meu emprego. 

A romantização da pobreza me deixa um tanto angustiada. Não estou falando da camisa da Osklen escrita “Favela” e sim da necessidade gigantesca que os movimentos têm de querer continuar enxergando a periferia como único território possível pra nós. E olha com estranheza qualquer negro que romper com isso.

Lázaro Ramos falou algo que levo pra vida.

Luto para não viver sob a demanda do racismo e dos racistas

E acrescento que luto para não viver sob a demanda da militância. Sabemos que nascer mulher negra já é sinônimo de resistência. Eu resisto! E parafraseando Jéssica Ipólito, não estou disposta a ser a carne machucada, desgastada e morta viva. Quero poder exercer minha individualidade sem precisar pedir permissão, porque sei exatamente da minha responsabilidade ancestral e o compromisso que tenho com as coisas que tenho desenvolvido e com a comunidade negra.

A parte boa é que não existe apenas um tipo de militância. Uns vão pela estética, outros criando coletivos de debates, outros pagando o boleto do ENEM de uma irmã, indicando alguém para um emprego, divulgando o trabalho da galera etc.

E voltando a pergunta…

É meu aliado quem ganha dinheiro falando de racismo?

 

Quem questiona dessa forma acredita piamente que militância é profissão, militância é emprego. E acredite, quem fatura através do racismo não são os negros.

Mas como nem todo preto é irmão, nem toda mulher te apoia e nem todo branco é seu inimigo, discordar faz parte. O problema é quando as certezas alheias anulam e apagam existência e o histórico de estudos, trabalho e caminhada de outra pessoa, sobretudo negra.

O pior de tudo é que esses tipos de comentários são sempre dirigidos para mulheres negras. Homens negros são isentos.

E reforço: precisamos continuar dando nomes as coisas:

  1. Racismo não é bullying
  2. Relacionamento abusivo não é prova de amor
  3. Inveja não é crítica.

Aproveitem e leiam:

Carta aberta aos homens negros

Ouçam a música que Rashid fez de tudo que os nossos falaram dele.

Você faz parte da marca do “Eu Também…”?

Fico só observando o quanto o empoderamento de algumas pessoas vão até a segunda página. São textões, gritos, berros e afins sobre a estrutura racista e esquecem que algumas práticas, estão contribuindo para manutenção dessa sociedade que tanto criticam.

Acabei de ler o texto “Encontre sua própria marca e pare de copiar o coleguinha“, de Daniela Gomes, e só li verdades e cheguei a seguinte conclusão:

As pessoas que mais copiam suas criações te acompanham nas redes sociais e fora delas, mas não interagem com você. Elas nunca vão te parabenizar publicamente. Apenas no inbox e olhe lá. E como você sabe que elas te acompanham? Elas visualizam nosso instagram stories , mais conhecido como snapgram.

Sempre ouço: o inimigo é outro! Sim, eu sei. Mas há quem contribua com o inimigo, não é mesmo?!

Parafraseando Ana Fontes..

Existem 100 empreendimentos sobre o mesmo produto/serviço e você quer criar o 101 se achando genial.

Qual o problema disso? Talvez nenhum, tirando a parte da ética e das contradições da sua militância. Mas, infelizmente é isso que tem acontecido a olho nú. Até porque a dinâmica é a seguinte:

Se fulano está ganhando visibilidade e dinheiro com isso, eu também quero.

Vamos fazer um teste se você faz parte da marca do “Eu Também..”

  1. Você queria criar uma marca de roupa, mas estava sem criatividade. Viu uma estampa interessante e achou interessante fazer igual para sua marca?
  2. Queria criar algo sobre empoderamento e viu alguma organização/coletivo fazendo ações que você também sabia realizar, então começou a realizar igual, só que outro nome?
  3. Você viu os parceiros do coleguinha e foi atrás na mesma hora para tentar fechar as mesmas parcerias?

Se você respondeu no mínimo duas vezes SIM, você é a marca do “Eu Também…”

Reinventar o nosso trabalho a cada cópia cansa e, enquanto comunidade negra, a gente nunca cresce. O que adianta dizer que nosso inimigo é outro, se você contribui com ele e não nos deixa crescer?

Não conseguiremos dá conta das xerox das nossas criações, mas espero que vocês parem. Sua luta anti-racista não adianta quando você troca a admiração e comemoração de um irmão/irmã preto/a por inveja a base de cópias.

Sim , inveja. Precisamos colocar o nome certo nas coisas. É inveja.

Ninguém cresce nesse jogo, e muito menos você.

Referência não é cópia
Nem status:
Disponível por tempo indeterminado.

Aproveitem e leiam:

3 erros que os empreendedores cometem quando estão começando

 

Militância, Subjetividade e Profissionalismo

 

Os melhores cursos online que já fiz

Se você nunca ouviu falar dos MOOCs (Cursos Online Abertos e Massivos/Massive Open Online Course), é melhor procurar saber. Os MOOCs democratizam o conhecimento através de cursos online que podem ser gratuitos. Além da oportunidade de ampliar conhecimentos, serve para o currículo e você consegue emitir certificado, caso aprovado nos exames finais de cada curso realizado.

  1. Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação

O curso foi feito pela Fundação Lemann e Instituto Península. Nele, você poderá conhecer diferentes experiências de uso integrado das tecnologias digitais e buscar inspiração para refletir sobre as práticas educativas.

O curso é gratuito e pode ser feito no site Coursera. O certificado custa U$ 26.00

2. Etnografia para Mídias Sociais

O curso é simplesmente incrível! Ele é dividido em quatro módulos, onde tem noções de  cultura e comunidades digitais até técnicas e ferramentas para coleta e análise de dados. Depois do curso você se sente apto para realizar mapas descritivos de comunidades, públicos e audiências nas mídias sociais.

O curso custa R$ 390 e pode ser divido em 3x. Se você trabalha com mídias sociais, faz um esforço, mas não deixe de fazer o curso.

3. Diplomado em Inovação Política

Se vocês estão dispostos a entender as transformações sociopolíticas, movimentos em rede, governo aberto, produção colaborativa, TICs para o desenvolvimento entre outros, este curso foi feito pra isso. É um curso pensado para aqueles que querem mergulhar em novas possibilidades de cidadania e democracia para o século XXI.

O curso custa U$D 300

Rock in Rio 2017 homenageia a África sem diversidade nos palcos
Com 17 edições realizadas, o Rock in Rio é considerado um dos maiores festivais do mundo e pioneiro na área de entretenimento no Brasil. O festival já homenageou Cássia Eller, Cazuza, Gilberto Gil e nesta edição será o continente africano.
 
Em entrevista para o jornal O Globo, a vice-presidente do festival, Roberta Medida, disse que:
Nossa ideia foi homenagear a África moderna, porque a música africana está na base da cultura contemporânea. Queremos contar isso paras as novas gerações. Muitas pessoas não sabem que os ritmos que nasceram na África inspiraram outros, como o rap, jazz, reggae e rock. Então, faz sentido trazer essa história para o Rock in Rio.
 
E resumiram a África moderna nessa propaganda:
 
ROCK STREET  
Os homenageados não estarão nos palcos. Participarão do Rock Street, ou seja, nas ruas da Cidade do Rock. As principais atrações serão a banda Les Tambours de Brazza,  Ba Cissoko, a cantora e compositora Mamani Keïta,  Alfred et Bernard, Fredy Massamba e o grupo Tyous Gnaoua.
Acessando o site do Rock in Rio, você encontra :
DADOS ROCK IN RIO
 
E para complementar esses dados, a Evelle Consultoria analisou o gênero e raça dos/as vocalistas das bandas e Djs convidados, chegando aos seguintes resultados:
Evelle Consultoria
Rock in Rio 2017: Todos os palcos

 

Rock in Rio 2017: Palco Mundo
Rock in Rio 2017: Palco Mundo
Rock in Rio 2017: Palco Sunset
Rock in Rio 2017: Palco Sunset
Rock in Rio 2017: Área Eletrônica
Rock in Rio 2017: Área Eletrônica
Rock in Rio 2017: Rock District
Rock in Rio 2017: Rock District
Rock in Rio 2017: Digital Stage
Rock in Rio 2017: Digital Stage

Nos próximos dias será lançada a análise completa das 17 edições do Rock in Rio. Enquanto isso, vale a leitura:

  1. O que as empresas entendem por diversidade?  

  2. O que significa diversidade nas empresas?

03 ferramentas para Instagram que todo influenciador precisa conhecer

Em 2016, a plataforma youPIXP lançou uma pesquisa sobre o mercado de influenciadores digitais no Brasil, realizada com a GFK, AirInfluencers e o Meio&Mensagem. Em um universo de 230 mil influenciadores, 31,9% estão no Instagram, 31,3% Facebook, 20,5% Twitter e 16,2% no Youtube.

O Instagram é a principal plataforma dos influenciadores na atualidade e por isso compartilho com vocês três principais ferramentas para ajudá-los na produção de conteúdo e engajamento nesta rede social.

1. Social Rank

@desabafosocial
@desabafosocial

Você já parou pra pensar quem são os influenciadores que te seguem? Ou melhor, quais dos seus seguidores tem maior engajamento? Lembrando que engajamento não é apenas um grande número de seguidores, mas também de curtidas, comentários e outras interações em sua rede.

Com esta ferramenta você poderá classificar seus seguidores em categorias (mais influentes, mais envolvidos, melhores seguidores, mais seguidos, seguidores recentes, seguidores antigos etc) e filtrá-los de acordo com a localização geográfica, hashtags, número de seguidores e muito mais.

Além disso, poderá exportar os resultados da análise para CSV ou PDF.

2. ScheduGram

O jeito mais simples para agendar as postagens no instagram. Com o ScheduGram você pode compartilhar contas entre sua equipe, facilita a colaboração e poupa muito tempo.

3. Union Metrics

UNIONCom o Union você sabe o melhor dia e horário para publicar, suas hashtags com maior engajamento, foto mais curtida, média de likes por publicação e analisa seus 3 maiores fãs, ou seja, pessoas que mais interagem com suas publicações.