Collective from Bahia launches social network on collaborative learning

The social network is created to facilitate the communication and collaboration of Desabafo Social and other collectives

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Taking the opportunity of the Human Rights Day, on December 10th, Desabafo Social promotes its newest social network: Ubuntu. Ubuntu is an idiomatic expression of Zulu language that means “I am because we are”. Based on the belief that we are more if we are united (as a unit), Desabafo introduces this collaborative network with the aim of connecting people, occupying spaces and establishing a relationship network that focuses on human rights, especially on social and political participation.

For a year and a half, the Inspiration Director and founder of Desabafo Social, Monique Evelle, went about the streets of Salvador on her own, speaking of the Human Rights to whoever would listen. The situation changed when she followed an advice and decided to turn the project into a network. “We know that the situation of many other projects is not easy. There is lack of communication, synergy and means for these projects to grow. Ubuntu is born to reduce such difficulties, by creating collaborative spaces”, explains Monique

We invite all of you who are interested in debating Education, Communication, Race Relations, Childhood and Youth Rights, Gender and other topics, to participate in Ubuntu. Users may be able to use the platform to administrate the activities of their own projects and initiatives. Besides, we will create an environment for volunteers to get to know the projects and take part on those in which they feel interest.

The spaces are available to create, in a collaborative way, working methodologies, to manage projects and to communicate fast and easily.

Enter:  http://bit.ly/UbuntuDesabafoSocial

Entre o sol da meia noite e às luzes que apagaram das favelas, existe uma causa chamada educação
Professora dá aula para crianças em uma escola primária em Vaasa, na Finlândia (Olivier Morin/AFP)

Para quem trabalha na área de educação, conhecer o sistema educacional da Finlândia, deve ser um sonho.  De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, a Finlândia é o exemplo mundial de educação.  O motivo deste sucesso está alicerçado em três eixos: a família, a escolas e os aspectos socioculturais.

Em agosto de 2015, saiu uma matéria na BCC Brasil sobre oito coisas que docentes brasileiros aprenderam com a educação na Finlândia. O mais interessante é que esses docentes tiveram que ir para tão longe, para compreender e valorizar metodologias que estão sendo colocadas em prática no Brasil, principalmente nas favelas dos centros urbanos. De acordo com o aprendizado dos professores brasileiros em viagem à Finlândia, citarei quatro exemplos de iniciativas brasileiras

SOBRE O QUE OS PROFESSORES APRENDERAM

  1. Usar projetos em sala de aula

Os projetos são as melhores formas de garantir a atenção e interesse de estudantes nas salas de aula, pois os estudantes se sentem parte do processo de aprendizagem.  São formas baseadas em perguntas e não em um currículo condicionado ao fracasso.  Assim, é possível utilizar a realidade para problematizar dentro de sala de aula.

Um bom exemplo no Brasil é a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Desembargador Amorim Lima. Escola municipal localizada em São Paulo, que alterou seu Projeto Político Pedagógico para garantir a interação dos pais e mães de alunos e da comunidade com a escola. A Amorim Lima passou a oferecer atividades extracurriculares como oficinas de cultura brasileira, educação ambiental e teatro e é um exemplo de escola que consegue realizar projetos em sala de aula.

  1. Foco na produção de conteúdo pelos alunos

Sobre o aluno e a aluna produzir conteúdos, darei o exemplo EMEF Campos Salles, também de São Paulo.  A Campos Salles transformou o currículo para valorizar a autonomia dos estudantes. Uma das grandes mudanças foi alterar as aulas expositivas, dando a possibilidade dos estudantes  desenvolverem seus percursos de aprendizagem individuais e em grupos , a partir de roteiros de estudos.

  1. Repensar o papel da avaliação

A palavra “prova” já deixa qualquer pessoa angustiada. Por mais que tenha estudado, não ficamos imunes da sensação de horror, nervosismo e tensão. Mas a prova não é o único instrumento que deve servir para avaliação.

O Bairro-Escola Rio Vermelho, em Salvador, é uma grande articulação comunitária que busca promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens por meio da ampliação das oportunidades educativas do bairro. Os movimentos sociais, moradores do bairro, pais e mães interagem com as escolas da região para contribuir com a aprendizados dos estudantes. Isso significa que é possível aprender física com o mecânico, matemática com um cozinheiro, história do brasil com integrantes de movimentos sociais. Desta forma é possível pensar em novos modelos de avaliação, a exemplos de desafios reais e games.

  1. Desenvolvimento de habilidade do século XXI

O que é ensinado na escola não prepara os estudantes para a vida fora da sala de aula. A Pearson, uma das maiores empresas de educação e editora de livros do mundo, publica todo ano o estudo “The Learning Curve” com dados sobre educação e métodos de ensino no mundo inteiro.  O resultado da pesquisa de 2015 trouxe oito habilidades que os estudantes devem ter:

  • Alfabetização Digital
  • Comunicação
  • Inteligência Emocional
  • Empreendedorismo
  • Cidadania Global
  • Habilidade para Resolução de Problemas
  • Trabalho em Equipe

O Desabafo Social desde 2013 vem realizando atividades em parcerias com escolas públicas de algumas regiões do Brasil com foco na Comunicação em Direitos Humanos e Empreendedorismo Social.

Produção de fanzine, cinedebates, produção de jornal mural, dicas de como tirar um projeto do papel e/ou aumentar o impacto de um projeto, são  algumas das milhares de atividades desenvolvida pelo Desabafo Social nas Escolas. Além disso, o Desabafo Social realiza gincanas com foco nos direitos humanos, priorizando a Lei 10.639/03 sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira, a Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH).

Reconhecer, valorizar e colocar em prática o sucesso da educação popular/informal vivenciada nas favelas brasileiras é salvar vidas de meninos e meninas de todos os cantos do Brasil. Toda vez que bons professores da educação formal negam ir para os lugares que mais precisam, eles apagam luzes das favelas. Mas é importante lembrar que entre o sol da meia noite da Finlândia e às luzes que apagaram das favelas do Brasil, existe uma causa chamada Educação. E sim, no Brasil existem ótimas experiências e práticas de educação que dão certo!

Se a coisa tá preta, a coisa tá boa!

Somos cerca de 53% da população brasileira. Na  Bahia somos 82%. Somos 77% da juventude que mais morre neste país por arma de fogo. Somos a maioria dos empreendedores do Brasil, mas continuamos atuando em atividades mais simples, de menor valor agregado ou de maior precariedade. Somos quem mais realiza trabalhos domésticos. Somos 60% dos estudantes nas escolas públicas.  Somos maioria.

Em um país com maioria negra, apenas 3% dos eleitos em 2014 são negros. Os brancos continuam monopolizando os cargos públicos o que dificulta qualquer avanço para comunidade negra.

Eleições 2014 Brancos Pardos Pretos Amarelos Indígenas
Presidente da República 1
Governadores 20 6 1
Senadores 22 5
Deputados federais 410 81 22
Deputados estaduais 776 250 29 2 2
Eleitos 1229 342 51 3 2
Como se classificam % da população % de eleitos
Brancos 47,7 75,6
Pardos 43 21
Pretos 7,6 3,1
Amarelos 1,1 0,2
Indígenas 0,4 0,1

A MULHER NEGRA

É importante pensarmos também numa perspectiva de gênero e raça quando falamos sobre políticas públicas.  As mulheres negras respondem por cerca de um quarto da população brasileira.

mulheres negrasDe acordo com os indicadores da publicação Retrato das desigualdades de Gênero e Raça, editada pelo Ipea em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e a ONU Mulheres,  enquanto 69% das famílias chefiadas por mulheres negras ganham até um salário mínimo, este percentual cai para 41% quando se trata de famílias chefiadas por homens brancos.

A taxa de escolarização de mulheres brancas no ensino superior é de 23,8%, enquanto, entre as mulheres negras, esta taxa é de apenas 9,9%. Sobre o mercado de trabalho, a desigualdade só piora! Enquanto, em 2009, os homens brancos possuíam o maior índice de formalização (43% com carteira assinada), as mulheres negras apresentavam o pior (25% com carteira assinada).

Esse é um breve retrato da situação da mulher negra no território brasileiro.

ALGUNS AVANÇOS

Em 2003 foi criada Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) com objetivo de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para promoção da igualdade racial.

Sobre a educação para a comunidade negra, está o reconhecimento identitário. Podemos destacar a Lei 10.639, que inclui o tema História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da rede de ensino e o Programa Universidade para Todos (PROUNI) que concede bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas. Além disso, temos as cotas nas instituições públicas de ensino técnico e superior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), três entre quatro beneficiados pelo Brasil Sem Miséria , política de inclusão social, são negros. Em 2014, por conta das ações do Brasil Sem Miséria, o Brasil se tornou referência mundial em políticas públicas de combate à pobreza, saindo do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 2008 a 2013 houve aumento  de 36% dos anos médios de estudos entre a população de baixa renda. Os dados revelam também que o programa Bolsa Família , de transferência de renda, colaborou para acompanhar a frequência escolar de crianças e jovens. O tempo de permanência nos estudos entre os 20% mais pobres saiu de 6,1 anos para 8,3.

EDITAL PARA JUVENTUDE NEGRA COMUNICADORA

Com a intenção de reconhecer iniciativas de jovens comunicadores negras e negros voltadas para a promoção da igualdade racial, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) lançou no inicio de setembro o edital do Prêmio Antonieta de Barros. O prêmio irá contemplar atividades de comunicação relizadas pela juventude negra. Cada iniciativa receberá um prêmio de R$ 20.000,00

 Os interessados podem inscrever as suas iniciativas até o dia 19 de outubro, protocolando o projeto pessoalmente na Seppir (Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Brasília), enviando o material pelos Correios, ou mesmo via Internet, pelo e-mail premio.jovenscomunicadores@seppir.gov.br

Mais informações: Prêmio Antonieta de Barros 

O Brasil nunca foi um país pacífico. O Brasil é um país racista, machista e lgbtfóbico!

FICA DICA

 Um dos melhores livros que já li foi Corpo Negro Caído no Chão de Ana Luiza Flauzina. O livro aborda a questão criminal no Brasil. Ana Flauzina mostra algumas estratégias de desaparecimento e extermínio da imagem física do negro na sociedade brasileira.

O documentário Lápis de Cor, aborda o universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo.

Lápis de Cor faz referência a uma cor de láis, conhecia como “Cor de Pele”, que , na verdade é um tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Parafraseando a feminista negra , Djamila Ribeiro, se você é  acredita que já sofreu racismo por ser branco ou que conhece um amigo que sim, esse vídeo é pra você!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Mulheres negras, ativistas da web e poderosas

Por Lorena Lacerda

Mulheres negras, ativistas da web, poderosas, maravilhosas para serem seguidas no facebook e na vida. Poderia passar horas postando listas e mais listas de mulheres negras fodas, mas temos tempo o suficiente para fazer isso, né? Todo poder as minas pretas. A revolução será preta! REPRESENTATIVIDADE NEGRA <3

Djamila Ribeiro – Mestranda na Unifesp, ativista na web e maravilhosa) (https://www.facebook.com/djamila.ribeiro.1?fref=nf)

Stephanie Ribeiro (Estudante de arquitetura, ativista na web, simplesmente maravilhosa) (https://www.facebook.com/stephanie.ribeiro.93?fref=ts)

Monique Evelle ( fundadora do Desabafo Social e ficou entre as dez mulheres negras mais influentes e que fazem a diferença na Bahia.) (http://desabafosocial.com.br/)

Luana Hansen ( Rapper, ativista afro feminista e lésbica – maravilhosa) (https://www.facebook.com/luanahansen.hansen?fref=ts) Vejam o clipe dessa música foda: *https://www.youtube.com/watch?v=p6kRqzpoo3k)

Maria Clara Araújo ( Estudante de Pedagogia na UFPE, ela escreve em diversos blogs, segue com o seu ativismo maravilhoso na web, e foi a primeira mulher trans a ter o direito de usar o seu nome social no ENEM) (https://www.facebook.com/pages/Maria-Clara-Ara%C3%BAjo/1603124769940548?fref=ts)

Bea Caixeta (tem o projeto Meu turbante, minha coroa, e milita maravilhosamente na web) (https://www.facebook.com/bcaixeta1?fref=ts)

Laura Astrolabio (maravilhosa, querida amiga, advogada e ativista na web) (https://www.facebook.com/lauraastrolabio?fref=ts)

Thaís Muniz (designer criativa, turbanteira e leva o seu projeto Turbante.se para o mundo)(https://www.facebook.com/thaismunizthais?fref=ts) Turbante-se (https://www.facebook.com/turbante.se?fref=ts)

Carol Barreto (Estilista, designer e professora academica nas áreas de moda, gênero e sexualidade).

Paola – Haitiana e residente em Nova York, dona da marca Famn Jamn. Finding Paola – que produz tecidos maravilhosos, turbantes, roupas e acessórios afro. (https://www.facebook.com/FindingPaola?fref=ts)

Magá Moura – blogueira, representante da Nike no Brasil e causa tombamentos por segundo com as suas estilosas tranças coloridas. (https://www.facebook.com/mouramaga?fref=ts).

Yasmin Thayná (cineasta e diretora do filme KBELA onde a temática aborda diversos processos de manipulação que as mulheres negras sofrem em seus cabelos e o empoderamento dessas mulheres através do renascimento de se tornarem negras) (https://www.facebook.com/yasmin.thayna?fref=ts)

Somos todos hackers!

O que passa pela sua cabeça quando você ouve a palavra hacker? Provavelmente a imagem de um bandido na web, ladrão de informações, invasores e ameaça para sociedade, como essa imagem abaixo.

É, pode até ser. Mas seria legal entendermos as múltiplas formas de um hacker.

A democracia na América Latina está em crise. Há quem diga que os Estados Unidos estão promovendo essa desestabilização. Tratando-se do Brasil, o cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, citou em uma entrevista as iniciativa do Partido dos Trabalhadores que contrariam os Estados Unidos, como por exemplo a criação do Banco do BRICS e o regime de partilha para o pré-sal. Sem contar que a presidente Dilma foi espionada pela NSA e não cedeu aos EUA em outras questões de política internacional.

Uma coisa é certa: nós, jovens, não nos sentimos representados pelo que está aí. Não é a toa que existe milhares de coletivos, grupos fazendo uma nova política. Política na rua, na esquina, na quebrada, nas praças e nas redes.

Todos esses coletivos são compostos por hackers que nem ao menos sabem que são hackers. Eles atuam politicamente, num sistema falido e para transformá-lo. Esse é o papel do hacker político: entender como funciona a política, se apropriar das ferramentas já existentes, compartilhar informações e reinventar.

Então você já pode mudar imagem do hacker malvado para este hacker:

BE-A-BÁ DO HACKER POLÍTICO

  1. Identifique a sua causa

São muitos problemas pra gente resolver. Mas o que te deixa mais angustiado? O Desabafo Social acredita que o primeiro passo para dar certo, é identificar aquilo que te  faz vibrar. Vibrar ao debater, vibrar ao querer realizar, vibrar porque você acredita que pode transformar para melhor, vibrar pela causa!

  1. Dê três voltas em sua rua

Se você quer mudar o mundo, é porque não está satisfeito com o que está aí. Procure saber os motivos de nada está dando certo e com você pode colaborar para dar certo. Mas primeiro conheça sua rua, seu bairro, sua cidade, seu estado e depois seu país. Vá sem pressa e sempre!

  1. Acredite que você pode

Não adianta querer mudar o mundo começando com a frase “ E se..”. Esqueça isso! Você pode fazer o que você quiser. Faça o que seja bom pra você e para o próximo.

  1. Utilize o que está ao seu alcance

Comece com o que tiver. Pode ser uma folha de ofício, um caderninho, um computador com acesso à internet ou uma palavra. Utilize as ferramentas que você tem em mãos.

  1. Mostre que é possível

Depois de identificar a causa, de entender como funciona sua rua, bairro, cidade, de acreditar na sua ideia e utilizar o que está ao seu alcance, as pessoas irão acreditar também e se identificar com a sua causa. Quando você acredita muito que pode, você consegue encontrar pessoas que podem colaborar com sua causa. Aos poucos as pessoas vão se aproximando para somar e realizar junto. Você vai ver que a causa não é individual, é coletiva.

TIPOS DE HACKER POLÍTICO

Os hackers são como mutantes que se interligam com outros para fortalecer sua rede de atuação. Existem vários tipos, conheça os mais comuns:

  1. Hacker Ativista Digital

Quem nunca utilizou as ferramentas digitais para denuncias violações de direitos, sugerir propostas, acompanhar votações etc? O hacker digital entende a internet como outra esfera de socialização para mobilizar pessoas entorno de uma causa ou várias causas.

  1. Hacker Ativista da Profissão

Provavelmente, todo mundo deve conhecer alguém que utiliza suas habilidades profissionais para ressignificar a cidadania. Um exemplo bem simples é o jornalista. O jornalista vai para as manifestações, registra o ocorrido e divulga o seu olhar político sobre o que aconteceu. O professor também é um bom exemplo. Utiliza seu conhecimento profissional com o ativismo.

  1. Hacker Empreendedor

Esse tipo de hacker identifica o problema e já começa a empreender em cima disso. Cria um negócio social buscando soluções práticas. Pode ser através de uma plataforma digital ou consultorias. O hacker empreendedor está preocupado em mudar o mundo através de ferramentas de participação.

  1. Hacker das Ruas

Utiliza o espaço público para realizar manifestações culturais, debates, promover encontros e pensar soluções para a cidade.

#FICADICA

Se inspire com alguns hackers que estão realizando trabalhos incríveis em diferentes áreas de atuação

  1. Civic Stack

Duas organizações da Argentina, Asuntos del Sur e Democracia en Red e criaram um portal chamado  Civic Stack. Essa plataforma é compartilha aplicativos abertos de diversos países, que foram desenvolvidos por cidadãos, organizações ou governos que buscam ampliar a participação democrática e inovar nas soluções para os problemas que enfrentam as sociedades. A ideia é fornecer acesso fácil as ferramentas digitais para os ativistas e organizações incentivar a participação social e fortalecer seus processos organizacionais e de tomada de decisão.

Acesse http://www.civicstack.org/

  1. Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (RENAJOC)

A Renajoc utiliza mídias alter  realiza ações que buscam unir adolescentes e jovens do Brasil para chamar a atenção para o Direito Humano à Comunicação, fazendo coberturas colaborativas de eventos relevantes para os adolescentes e jovens e integrando debates nacionais sobre adolescência, juventude e comunicação. Por conta disso, a rede criou o “DIA C” – Dia Nacional da Juventude Comunicativa, comemorado em 17 de outubro juntamente  com o Dia da Democratização da Comunicação.

Acesse http://renajoc.org.br/

  1. Jornalistas Livres

O coletivo de Jornalistas Livres realiza cobertura colaborativa contra a manipulação política da mídia tradicional, buscando narratividades independentes. Eles utilizam o conhecimento profissional com o ativismo.

Acesse https://medium.com/jornalistas-livres

  1. Ocupa Lapa

São hackers das ruas que ocupam o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, realizando ações culturais e artísticas. O “Ocupa Lapa” nasceu para repudiar as ações violentas da polícia no bairro, durante as manifestações de junho. O objetivo é promover reflexão nas pessoas através manifestações artísticas.

Acesse: https://www.facebook.com/OcupaLapa

O hacker sabe que é preciso fazer parte e entender o sistema que existe para poder transformá-lo! Por isso não esqueça de assumir a responsabilidade, se dedicar ao processor, propor soluções , por a mão na massa e não deixar a peteca cair.

BEABA

Reduction of the age for criminal responsibility: the portrait of a successful hit to democracy and against youth.

Although Brazilian legislation already punishes adolescents who commit violations to the law from the age of twelve, the Chamber of Deputies reduced the age for criminal responsibility from the age of 18 to the age of 16.

Trying to make a recount of backward movements in Brazil was never as easy as it is now. The private finance initiative of candidates’ campaigns, the outsourcing of main activities’ services, the influence of the Evangelistic Church in decisions of the Legislative Power, the elimination of the term “gender” from the Education Municipal Plans, the rejection of the women quotas at the Congress. And now, the reduction of the age for criminal responsibility.

On 1st of July, social movements against the reduction of the age for criminal responsibility went to Brasilia, the capital city of the country, in order to put pressure and to follow the voting of the Proposed Amendment of the Constitution 171/93 (PEC 171), which aims to reduce the age of criminal responsibility from the age of 18 to 16. This intends to be applied to cases of atrocious crimes and those that attempt against life. This means that adolescents are to be punished for committing rape, drug trafficking and armed robbery. At first, the proposal was rejected. However, the president of the chamber of deputies, Eduardo Cunha (who belongs to the Party of the Democratic Brazilian Movement) erased from the proposal crimes such as drug trafficking and armed robbery. This is how, on small hours of 2nd of July, the reduction was approved by the Chamber. There were 323 positive votes, 155 negative votes and 2 abstentions.

Imagem Anistia Internacional Brasil
Image: Amnesty International Brazil 

Brazil has today the most conservative congress since the days of military dictatorship. This is why the country ignores the inversely proportional number of young people who are murdered and of young people who commit any violent crime.

According to the data provided by the National Secretary of Public Security, adolescents between the ages of 16 and 18 commit less than 1% of the crimes which attempt against life in Brazil. The index of Homicides in Adolescence esteems that adolescents between the ages of 12 and 19 are in great risk of being murdered before turning 19 in Brazilian cities which have over 100.000 residents. The 2015 Violence map shows that 58% of the youngsters who died in Brazil were victims of shots of firearms, and that they were 2.5 times more afro-descendent people than whites. In 2012, every 100.000 residents, the proportion of white victims was of 11.8 deaths, while the proportion registered for blacks was of 28.5 every 100.000. The difference is of 142%.

This data shows that the victims of the reduction of the age of criminal responsibility in Brazil have a certain skin color, home address and social class. This only means that such victims are young poor blacks who live in the outskirts of the big cities.

Besides from increasing the number of murdered young blacks, the consequences of this reduction go against the Brazilian Federal Constitution, the Children and Adolescent Statute and the UN´s Convention on the Rights of the Child. This amendment to the law will allow the consumption of alcoholic beverages and tobacco, sexual exploitation and porn for adolescents aged 16. Clearly, this means that reducing the age for criminal responsibility is not the solution.

Today, 70% of the countries of the world sets 18 years as the minimum age. However, Brazil intends to reduce it to 16. This picture is a portrait of a successful hit to democracy and against youth.

The next step establishes that the PEC 171 must go through a third voting at the Chamber, and other two at the Commission for the Constitution and Justice at the Senate before it is approved. The president Dilma Rousseff will not be allowed to interfere, as this is a prerogative of the Congress.