Funk e Geração Tombamento | Entrevistas com Deize Tigrona e Liniker

Após a leitura do artigo A construção do Mapa da Juventude de São Paulo, das autoras Aylene Bousquat e Amélia Cohn, que traça os perfis dos jovens para identificar a segregação socioespacial, destacando o funk como preferência musical nas zonas com menores condições socioeconômicas, escolhi falar sobre cultura, música e juventudes.

O inquérito domiciliar foi a parte mais complexa e rica para a construção do Mapa, pois desenhou o perfil social, econômico e cultural da juventude paulistana, a partir de Zonas Homogêneas. Para que houvesse este inquérito, foi dividido em  grupos os 96 Distritos Administrativos de São Paulo, sendo a Zona Homogênea 1 (ZH1) a de melhor condição sociaeconômica e a ZH5 é a pior no ranking.

O Mapa destacou um aumento do percentual de entrevistado que se declaram pretos ou pardos nas zonas com maior exclusão e a preferência musical pelo funk está concentrada na ZH5.

Para complementar a compreensão sobre o funk, recorri aos documentários Funk Rio, de Sérgio Goldenberg e Sou Feia Mas Tô na Moda, de Denise Garcia. A partir disso, conversei com a funkeira Deize Tigrona, mais conhecida como Deize da “Injeção”, para entender o surgimento do funk sensual, a marginalização do funk e feminismo.

Além disso, com as polêmicas sobre a geração tombamento e pensando em jovens que não estão conectados à internet, utilizei o texto Os negros que a geração tombamento esqueceu, de Jusia Masan e os dados sobre a juventude desconectada, do Banco Mundial

Para opinar sobre a Geração Tombamento, entrevistei a Liniker, a cantora Renata Éssis e os estudantes Gabriel leal e Igor Thiago. O podcast tem duração de 34 minutos e conta com entrevistas, músicas e observações sobre funk e geração tombamento.

 

04 coisas importantes sobre o Desabafo Social
Depois de 5 anos e diversas mudanças no Desabafo Social, compartilho com vocês algumas coisas importantes:

1. A EXPERIÊNCIA É TUDO!

Mais do que só falar ou escrever, as pessoas querem viver a experiência ou estar perto de pessoas que passaram por determina experiência.

Por isso, as ações e serviços do Desabafo Social focam em ser:

  • INSPIRADOR: porque através de relatos e trocas de vivências, as pessoas ganham motivação para sair da zona de conforto.
  • FUNCIONAL: porque precisa ser útil para a pessoa e é necessário colocar a teoria na prática
  • ACESSÍVEL: é necessário ter um valor justo para ambas partes

 

2. APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Todo mundo quer aprender algo novo e todo mundo tem algo para compartilhar. A prova disso é quando o Desabafo Social realiza o projeto #NaRoda, Rede Social Ubuntu e Escambo de Ideias. O Desabafo utiliza essas ações como espaços de aproximação e aprendizados entre pessoas que possuem diferentes habilidades, experiências e conhecimentos que se complementam.

Com essas metodologias, estamos realizando ações nas escolas com foco em aprendizagem baseada em projetos.

3. INOVAÇÃO POLÍTICA EM DIREITOS HUMANOS

Falar sobre direitos humanos é muito amplo e complexo.  Por isso o Desabafo Social veio desenvolvendo ferramentas e ações que incorporam outros eixos de discussão como tecnologia, mídia, empreendedorismo, onde a discussão sobre direitos humanos  acontece de forma transversal. Além disso, pensamos como uma ação nossa pode gerar impacto a longo prazo.  Então, através de indicadores e dados, escolhemos a melhor pauta/temática/ação para o contexto e ao invés de nos preocuparmos com concorrência, escolhemos nossos potenciais parceiros.

4. PÚBLICO E PRIVADO

O Estado precisa promover o bem – estar social, mas não podemos esquecer do setor privado. Como as empresas estão garantindo a equidade de gênero, racial e geracional em seu ambiente de trabalho? Isso tem impacto no social? Algumas sim, outras não. Não é a toa que sempre aparece casos de violações dos direitos humanos em algumas empresas, como foi o caso recente da Maria Filó.

O Desabafo Social vem desenvolvemos consultoria para pessoas, instituições de ensino e empresas para garantir novas práticas em direitos humanos, utilizando os princípios orientadores elaborados pela ONU. 

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Time Desabafo Social – Monique Evelle, Gabriel Leal e Laura Almeida (está faltando Vanessa Brito)

Esses 04 pontos, reforçaram aquilo que o Desabafo Social é:

Uma organização que utiliza a comunicação e novas tecnologias para promover a cultura de direitos humanos e inovação política através de formações e consultorias para pessoas físicas, instituições de ensino e empresas.

 

E mais do que isso:

Ocupamos espaços para construir outras narrativas

 

Collective from Bahia launches social network on collaborative learning

The social network is created to facilitate the communication and collaboration of Desabafo Social and other collectives

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Taking the opportunity of the Human Rights Day, on December 10th, Desabafo Social promotes its newest social network: Ubuntu. Ubuntu is an idiomatic expression of Zulu language that means “I am because we are”. Based on the belief that we are more if we are united (as a unit), Desabafo introduces this collaborative network with the aim of connecting people, occupying spaces and establishing a relationship network that focuses on human rights, especially on social and political participation.

For a year and a half, the Inspiration Director and founder of Desabafo Social, Monique Evelle, went about the streets of Salvador on her own, speaking of the Human Rights to whoever would listen. The situation changed when she followed an advice and decided to turn the project into a network. “We know that the situation of many other projects is not easy. There is lack of communication, synergy and means for these projects to grow. Ubuntu is born to reduce such difficulties, by creating collaborative spaces”, explains Monique

We invite all of you who are interested in debating Education, Communication, Race Relations, Childhood and Youth Rights, Gender and other topics, to participate in Ubuntu. Users may be able to use the platform to administrate the activities of their own projects and initiatives. Besides, we will create an environment for volunteers to get to know the projects and take part on those in which they feel interest.

The spaces are available to create, in a collaborative way, working methodologies, to manage projects and to communicate fast and easily.

Enter:  http://bit.ly/UbuntuDesabafoSocial

Educação Pública, Movimentos Sociais e ENEM

Por Pedro Batalha e Monique Evelle

Você se considera parte de algum movimento social? Estudou ou estuda em escola pública? Então você vai entender o iremos falar aqui.

Nós, militantes de coletivos partidários ou não, somos extremamente privilegiados por fazermos parte de uma rede de conhecimento acadêmica que a maioria da população (lê-se negra de escola pública) não tem acesso. Nossa luta na  não é somente um trabalho pautado em políticas públicas, mas também um trabalho de resgate a essa população tão marginalizada.

Devemos lembrar que os militantes negros de agora, tiveram dificuldades extremas em conseguir compreender determinados temas e assuntos quando começaram a particiar de movimentos sociais.  É uma conquista para nós, que viemos de uma educação precária, termos a oportunidade de responder uma questão do ENEM baseada nos estudos de ativismo social.

Não podemos esquecer que em março deste ano, aconteceu uma audiência na Comissão de Educação da Câmara Federal para debater sobre Doutrinação Política e Ideológica nas escolas. Leia-se: contra a diversidade de ideais na sala de aula. Para o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), autor do Projeto de Doutrinação Política nas Escolas, os educadores brasileiros têm viés ideológico de esquerda e são ameaças para os estudantes. E já podemos ver o efeito desastroso de um projeto que ainda não foi votado. O professor de geografia Breno Mendes, foi demitido pela prefeitura do Rio de Janeiro por expor em redes sociais opiniões contrárias às políticas públicas de educação. Além disso, houve a retirada  da discussão de gênero e diversidade dos Planos Municipais de Educação.

Compreender e saber responder questões do ENEM que abordam Simone de Beauvoir, Paulo Freire, Weber, MST , Panafricanismo e outros, é reconhecer a importância do ciberativismo, das rodas de debates nas praças públicas, da militância, da educação popular, visto que as escolas não estão dando conta desses debates.

É importante entendermos que os negros e negras que tiveram acesso à Ensino Superior, já estiveram no lugar daqueles que não souberam responder a questão de Beauvoir e hoje, por conta dos debates, militância e outros fatores, conseguem responder. Isso pode não ser uma vitória completa por que nossos pares ainda estão em situações complicadas. Mas não se deve desmerecer nenhuma vitória, mesmo se essa vitória é saber responder UMA questão do ENEM com total confiança.

feminismo

SI LA COSA ESTÁ NEGRA, ¡LA COSA SE PUSO BUENA!

Somos cerca del 53% de la población brasileña. En Bahía, somos el 82%. Somos el 77% de la juventud que más muere en este país por armas de fuego. Somos la mayoría de los emprendedores de Brasil, y sin embargo seguimos actuando en actividades más simples, de menor valor agregado o más precarias. Somos los que más hacemos trabajos domésticos. Somos el 60% de los estudiantes de las escuelas públicas. Somos mayoría.

En un país con mayoría de la población negra, solamente el 3% de los electos en 2014 son negros. Los blancos siguen monopolizando los cargos públicos, y eso dificulta cualquier avance para la comunidad negra.

La información facilitada por el Tribunal Superior Electoral en 2014, muestran que los 11 candidatos para el cargo de Presidente de la República son los blancos; a la vicepresidencia, hay 7 blanco, tres negro y marrón; del total de 171 candidatos a gobernador, sólo el 54 son de color negro (15 negro y 39 marrón); a vicegobernador (a), 106 candidatos son de color blanco, 66 negro (44 marrón y negro 22) y 1 de la Indigena.

 

LA MUJER NEGRA

Es importante que pensemos también en una perspectiva de género y raza cuando hablamos sobre políticas públicas. Las mujeres negras representan casi un cuarto de la población brasileña.

Según los índices de la publicación Retratos de las desigualdades de Género y Raza, editada por el Ipea junto con la Secretaría de Políticas para las Mujeres de la Presidencia de la República (SPM/PR), la Secretaría de Políticas de Promoción de la Igualdad Racial de la Presidencia de la República (SEPPIR/PR) y ONU Mujeres, mientras 69% de las familias lideradas por mulheres negrasmujeres negras perciben hasta un salario mínimo, este porcentaje cae para 41% cuando se trata de familias lideradas por hombres blancos.

El índice de escolaridad de mujeres blancas en el nivel terciario es de 23,8%, mientras que, entre las mujeres negras, este índice es de solamente 9,9%. Y al hablar del mercado de trabajo, ¡la desigualdad empeora! Mientras, en 2009, los hombres blancos tenían el índice más alto de formalización laboral (el 43% contaba con la documentación en regla), las mujeres negras tenían el peor índice (solamente el 25% tenía empleo formal).

Ese es un retrato resumido de la situación de la mujer negra en el territorio brasileño.

 

ALGUNOS AVANCES

En 2003 fue creada la Secretaría Especial de Promoción de la Igualdad Racial (Seppir) con el objetivo de formular, coordinar y articular políticas y directrices para la promoción de la igualdad racial.

Cuando se trata de la educación para la comunidad negra, está presente el tema del reconocimiento de identidad. Podemos destacar la ley 10.639, que incluye la materia Historia y Cultura Afro-brasileña en el programa curricular del sistema educativo y el Programa Universidad para Todos (PROUNI), que concede becas de estudio parciales o totales para estudiantes con bajos ingresos en cursos de graduación de instituciones privadas. Además, tenemos las cuotas raciales en las instituciones públicas de educación técnica y superior.

cotais raciais

Según el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), tres de cada cuatro beneficiarios de la política de inclusión social Brasil Sin Miseria son negros. En 2014, debido a las acciones de dicha política, Brasil se convirtió en una referencia mundial en políticas públicas de combate a la pobreza, logrando salir del Mapa Mundial del Hambre, según la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO).

De acuerdo con los datos de la Investigación Nacional por Muestra de Domicilios (PNAD) del IBGE, de 2008 a 2013 hubo un aumento del 36% en el promedio de cantidad de años de estudio entre la población de bajos ingresos. Los datos revelan también que el programa Bolsa familia, de transferencia de ingresos, colaboró para monitorear la asistencia escolar de niños y jóvenes. El tiempo de permanencia en los estudios entre el 20% más pobre subió de 6,1 años a 8,3.

 

#PARATENERENCUENTA

Uno de los mejores libros que leí se llama Corpo Caído no Chão (Cuerpo Caído en el Suelo) de Ana Luiza Flauzina. El libro aborda la cuestión criminal en Brasil. Ana Flauzina muestra algunas estrategias para desaparecer y exterminar la imagen física del negro en la sociedad brasileña.

El documental Lápis de Cor (Lápiz de Color), aborda el universo infantil y la manera en que el estándar de belleza eurocéntrico afecta a la autoimagen y autoestima de los niños negros, revelando la acción silenciosa del racismo. Lápis de Cor hace referencia a un color de lápiz, conocida como “Color Piel” que, en realidad, es una tonalidad de beige. Ese es el color que los niños utilizan para representarse a sí mismos y a las personas con quienes conviven.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Citando a la feminista negra Djamila Ribeiro, si usted cree que sufrió algún tipo de racismo por ser blanco o conoce a un amigo que lo haya sufrido, ¡este video es para usted!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Se a coisa tá preta, a coisa tá boa!

Somos cerca de 53% da população brasileira. Na  Bahia somos 82%. Somos 77% da juventude que mais morre neste país por arma de fogo. Somos a maioria dos empreendedores do Brasil, mas continuamos atuando em atividades mais simples, de menor valor agregado ou de maior precariedade. Somos quem mais realiza trabalhos domésticos. Somos 60% dos estudantes nas escolas públicas.  Somos maioria.

Em um país com maioria negra, apenas 3% dos eleitos em 2014 são negros. Os brancos continuam monopolizando os cargos públicos o que dificulta qualquer avanço para comunidade negra.

Eleições 2014 Brancos Pardos Pretos Amarelos Indígenas
Presidente da República 1
Governadores 20 6 1
Senadores 22 5
Deputados federais 410 81 22
Deputados estaduais 776 250 29 2 2
Eleitos 1229 342 51 3 2
Como se classificam % da população % de eleitos
Brancos 47,7 75,6
Pardos 43 21
Pretos 7,6 3,1
Amarelos 1,1 0,2
Indígenas 0,4 0,1

A MULHER NEGRA

É importante pensarmos também numa perspectiva de gênero e raça quando falamos sobre políticas públicas.  As mulheres negras respondem por cerca de um quarto da população brasileira.

mulheres negrasDe acordo com os indicadores da publicação Retrato das desigualdades de Gênero e Raça, editada pelo Ipea em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e a ONU Mulheres,  enquanto 69% das famílias chefiadas por mulheres negras ganham até um salário mínimo, este percentual cai para 41% quando se trata de famílias chefiadas por homens brancos.

A taxa de escolarização de mulheres brancas no ensino superior é de 23,8%, enquanto, entre as mulheres negras, esta taxa é de apenas 9,9%. Sobre o mercado de trabalho, a desigualdade só piora! Enquanto, em 2009, os homens brancos possuíam o maior índice de formalização (43% com carteira assinada), as mulheres negras apresentavam o pior (25% com carteira assinada).

Esse é um breve retrato da situação da mulher negra no território brasileiro.

ALGUNS AVANÇOS

Em 2003 foi criada Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) com objetivo de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para promoção da igualdade racial.

Sobre a educação para a comunidade negra, está o reconhecimento identitário. Podemos destacar a Lei 10.639, que inclui o tema História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da rede de ensino e o Programa Universidade para Todos (PROUNI) que concede bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas. Além disso, temos as cotas nas instituições públicas de ensino técnico e superior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), três entre quatro beneficiados pelo Brasil Sem Miséria , política de inclusão social, são negros. Em 2014, por conta das ações do Brasil Sem Miséria, o Brasil se tornou referência mundial em políticas públicas de combate à pobreza, saindo do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, de 2008 a 2013 houve aumento  de 36% dos anos médios de estudos entre a população de baixa renda. Os dados revelam também que o programa Bolsa Família , de transferência de renda, colaborou para acompanhar a frequência escolar de crianças e jovens. O tempo de permanência nos estudos entre os 20% mais pobres saiu de 6,1 anos para 8,3.

EDITAL PARA JUVENTUDE NEGRA COMUNICADORA

Com a intenção de reconhecer iniciativas de jovens comunicadores negras e negros voltadas para a promoção da igualdade racial, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) lançou no inicio de setembro o edital do Prêmio Antonieta de Barros. O prêmio irá contemplar atividades de comunicação relizadas pela juventude negra. Cada iniciativa receberá um prêmio de R$ 20.000,00

 Os interessados podem inscrever as suas iniciativas até o dia 19 de outubro, protocolando o projeto pessoalmente na Seppir (Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Brasília), enviando o material pelos Correios, ou mesmo via Internet, pelo e-mail premio.jovenscomunicadores@seppir.gov.br

Mais informações: Prêmio Antonieta de Barros 

O Brasil nunca foi um país pacífico. O Brasil é um país racista, machista e lgbtfóbico!

FICA DICA

 Um dos melhores livros que já li foi Corpo Negro Caído no Chão de Ana Luiza Flauzina. O livro aborda a questão criminal no Brasil. Ana Flauzina mostra algumas estratégias de desaparecimento e extermínio da imagem física do negro na sociedade brasileira.

O documentário Lápis de Cor, aborda o universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo.

Lápis de Cor faz referência a uma cor de láis, conhecia como “Cor de Pele”, que , na verdade é um tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Dp-LxZ3Ck7c]

Parafraseando a feminista negra , Djamila Ribeiro, se você é  acredita que já sofreu racismo por ser branco ou que conhece um amigo que sim, esse vídeo é pra você!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=crCCQIWSx68]
Redução da Maioridade Penal: retrato de um sucedido golpe na democracia e contra juventude

Apesar da legislação brasileira já responsabilizar os adolescentes que cometem atos infracionais a partir de 12 anos, a Câmara reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Listar os retrocessos do Brasil nunca foi tão fácil: Aprovação do financiamento privado de campanha nas eleições, terceirização dos serviços, a influência da igreja em pautas do Legislativo, retirada do termo “gênero” dos Planos Municipais de Educação, rejeição de cotas para mulheres no Congresso e agora  a redução da maioridade penal.

No último dia 01, os movimentos sociais contra a redução da maioridade penal foram em direção à Brasília, capital do Brasil, pressionar e acompanhar a votação da Proposta de Emenda Constitucional 171/93 (PEC 171) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A PEC foi rejeitada. Mas o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), alterou a proposta original e na madrugada do dia 2 de julho a redução foi aprovada na Câmara. Foram 323 votos favoráveis, 155 contrários e 2 abstenções.

Imagem Anistia Internacional Brasil
Imagem Anistia Internacional Brasil

O Brasil tem o Congresso mais conservador pós Ditadura Militar e por isso ignora os números inversamente proporcionais de jovens que são assassinatos e jovens que cometem algum ato infracional.

De acordo com os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, jovens entre 16 e 17 anos cometem menos de 1% dos crimes contra a vida no Brasil. O Índice de Homicídios na Adolescência estima o risco de adolescentes de 12 a 19 anos serem assassinados antes de completarem seu 19º aniversário nos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.  O Mapa da Violência 2015 mostra que 58% dos jovens morreram no Brasil em decorrência do disparo de arma de fogo e as vítimas desse tipo de morte foram 2,5 vezes mais de negros do que de brancos. Em 2003 cerca de 72,5% dos jovens negros foram assassinados e em 2012 o número pulou para 142%.

Esses dados mostram que as vítimas da redução da maioridade penal no Brasil têm cor, endereço e classe social. Ou seja, são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias dos grandes centros urbanos.

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Além de aumentar o número de jovens negros assassinados, a redução da maioridade penal vai contra a Constituição Federal Brasileira, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas e permite o consumo de bebidas alcóolicas e tabaco, a exploração sexual, e pornografia de  jovens de 16 anos.

Hoje, 70% dos países no mundo estabelecem 18 anos como idade penal mínima. Enquanto isso, o Brasil quer reduzir para 16 anos.  Esse panorama é um retrato de um sucedido golpe na democracia e contra juventude.

Agora a PEC 171 irá passar por uma terceira votação na Câmara e por duas votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, antes de ser promulgada.   A presidente Dilma Rousseff não poderá interferir, pois essa é uma prerrogativa do Congresso.

A tímida presença feminina em um espaço dominado por homens

Empoderamento feminino, dificuldades na carreira e machismo, são temas recorrentes nas conversas entre mulheres da cultura hip hop

Monique Evelle
Larissa Calixto

Nos últimos anos as mulheres passaram a ocupar um espaço maior no universo do hip hop nacional. Nomes como Karol Conká e Flora Matos ganharam destaque produzindo rap. Mas essas são apenas duas referências femininas, no universo dominado por homens como Emicida, Projota, Criolo, Mano Brown, Rashid dentre vários outros.

A conotação sexista das letras de rap  é uma questão que desagrada algumas mulheres do meio. Em 2013 o rapper Emicida lançou a música Trepadeira, causando polêmica e dividindo opiniões. O cantor divulgou uma nota pública explicando que a música fala de uma história ficcional, mas isso não foi o suficiente para convencer a estudante Marina Lima. Para Marina a música tem diversas passagens machistas.

“A música desfaz da mulher, como se ela não tivesse o direito de ter mais de uma relação. Gosto de Emicida, mas essa música é inadmissível”, declara. 

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Priscila Passos – Fotografia: André Costa

O estilo das minas– Usando bonés, cabelos black power e roupas coloridas as meninas do hip hop estão buscando se afirmar através da moda e atitude na forma de se vestir.  Poucas mulheres que faziam parte do movimento vestiam roupas largas, de forma “masculinizada” para chamar atenção pela rima e não pelo corpo. Hoje essa liberdade de se apresentar como mulher no hip hop está evoluindo pelo crescimento do ativismo para a conquista de espaços femininos que antes não ocupavam. A dançarina de Popping Dance, Priscila Passos, afirma que tem dificuldade em deixar de vestir roupas masculinas. Agora ela está tentando mudar seu estilo. As marcas de roupa voltadas à cultura hip hop está atenta ao crescimento da participação feminina e têm coleções voltadas para esse público, como o Laboratório Fantasma.

Fé Nas Meninas - HIP HOP - Coletivo Boom Clap
Fé Nas Meninas Hip Hop – Fotografia André Costa

Projetos voltados para as mulheres – Em março deste ano, aconteceu a primeira edição Fé Meninas Hip Hop em Salvador, uma celebração do Hip Hop ao Dia Internacional da Mulher. O evento buscou celebrar com arte o dia de luta e resistência das mulheres. A segunda edição está prevista para julho, garantindo a visibilidade da mulher na cultura hip hop independente de datas comemorativas.

Há dois anos ocorre em Salvador, no Pelourinho, o 3º Round – Circuito de Rima Improvisada onde acontecem batalhas entre rappers. De acordo com  Lisia Lira, do coletivo Boom Clap, organizador do evento, poucas mulheres participaram das batalhas. Mira Potira participou na primeira temporada, Priscila Sina e Muza Mariano participaram na última edição. O evento contou também com a DJ Nai Sena.

Junto com a grafiteira Sista Kátia, a Mc Mira Potira organiza encontros com mulheres de Salvador que tem interesse em começar a rimar e por algum motivo não tem coragem, o Rima Mina tem o intuito de ensinar as meninas a arte do improviso nas batalhas de rima.

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3 º Round – Fotografia Deni Rodrigues
Fotógrafa abriu mão de seu emprego fixo e criou uma agência de modelos para pessoas com deficiência
Autoretrato Kica de Castro
Fotógrafa Kica de Castro www.kicadecastro.com.br

“Para muitas pessoas com deficiência acaba sendo um desabafo, pois mostrou para sociedade que beleza é um assunto que também precisa ser aceito com essa diversidade estética. No meu ponto de vista, acaba sendo um desabafo social.”  – Kica de Castro 

Monique Evelle

A publicitária e fotógrafa Kica de Castro, 38, de São Paulo (SP) abriu mão de seu emprego fixo e criou uma agência de modelos para pessoas com deficiência. E deu super certo!  Mais do que inclusão social o trabalho de Kica reflete a autoestima, o amor próprio e a valoriza a diversidade das pessoas com algum tipo de deficiência.

Para a paulistana o resultado do seu trabalho é ter pessoas com e sem deficiência ocupando os mesmos cargos e tendo seus direitos garantidos.  Confira o bate-papo entre Kica de Castro  e o Desabafo Social.

1.  Como surgiu a ideia de fazer uma agência voltada para valorizar os profissionais com alguma deficiência?

R.: Não foi bem uma ideia. Estava no luar certo, escutando as pessoas e fiz disso um negócio. Antes de ser fotógrafa, trabalhei por alguns anos em agências de publicidade. Cansada desse mercado de trabalho, fui fazer o que realmente não seria uma rotina , transformei a paixão em fotografar em profissão. No ano de 2000, deixei as agências de lado e comecei a fotografar eventos sociais e corporativos, coisa que faço até hoje. No ano de 2002, fui trabalhar como chefe do setor de fotografia em um centro de reabilitação para pessoas com algum tipo de deficiência física. Esse foi o grande começo!  As pessoas que ali entravam para ser fotografadas, não ficavam nem um pouco a vontade com essa parte. As fotos eram de corpo inteiro, peças íntimas, em casos mais raros era feito o nu, nas quatro posições globais: frente, costas e a duas laterais, tudo acompanhado com uma placa de identificação com o número do prontuário médico. Nada de arte, o foco ali era a deficiência. Para parte científica, eram imagens de extrema importância, porém, para autoestima, não ajudava em nada. Vendo o sofrimento das pessoas, algo tinha que ser feito. Transformei o setor em um estúdio fotográfico. Antes de fazer cada sessão, a pessoa tinha ao menos 5 minutos de contato com sua vaidade. Deixei no setor um pequeno espelho, pente, estojo de maquiagem, bijuterias, gel e muitas revistas de moda e beleza. No lugar de lágrimas discretas já era possível registrar sorrisos largos. Aos poucos as pessoas voltavam para o setor perguntando se eu fazia books, com finalidade pessoal. Na época, sem estúdio adaptado, dei a ideia de fazer as fotos após horário de expediente, na própria instituição, ao preço de custo. Não usava equipamento digital, então no caixa da instituição o que era cobrado era o valor do filme fotográfico e da revelação. Quando as pessoas recebiam as imagens, vendo que ali não tinha nenhuma manipulação de imagem, por meio da computação gráfica, as pessoas ficavam surpresas com o resultado e de conhecer a própria beleza. Nesse momento que as pessoas começaram a perguntar de oportunidades no mercado de trabalho. Incentivei a buscarem, indiquei algumas agências e antigos clientes, do tempo de publicitária. As respostas sempre negativas.  Vendo que os olhares já estavam com ar de tristeza, fui fazer pesquisa. Todos os resultados positivos estavam na Europa. O concurso de beleza, A mais Bela Cadeirante em Berlim, não era totalmente inclusivo, pois além de deixar de fora outras patologias, também não tinha a inserção de pessoas sem deficiência. O verdadeiro resultado da inclusão é ter no mesmo espaço pessoas com e sem deficiência ocupando os mesmos cargos, tendo as mesmas oportunidades, assim como direitos e deveres. No ano de 2007, deixei meu emprego fixo de lado e apostei em ter uma agência de modelos, segmentada para profissionais com alguma deficiência, o que é considerado como pioneirismo aqui no Brasil.

2. Você teve muitas resistências no início? 

R.: Tive e ainda tenho. Tudo que é novo as pessoas acham estranho. Apoio não tive, nem das pessoas com deficiência que achavam que isso era uma loucura. Abri a agência com 5 modelos, mas hoje  mudamos o quadro para 87 agenciados em território nacional.  A culpa, não é do preconceito. Atualmente as pessoas com deficiência , em grande maioria não conseguem ver que estamos falando de um mercado de trabalho que para ser profissional é preciso estar qualificado, estudar, ter disciplina e fazer as mesmas etapas que os profissionais sem deficiência fazem,  para ser reconhecido como tal. Muitas pessoas querem ser modelos, mas não estão preparados para atuar nesse mercado de trabalho. 

3. Como funciona a seleção desses profissionais para a realização de ensaios fotográficos? É por demanda espontânea ou você que procura essas pessoas?

R.: Graças a Deus, depois de anos de trabalho, muitas pessoas entram em contato com agência querendo fazer parte do nosso elenco. É marcado um dia, no qual a pessoa passa por teste e avaliação do perfil profissional. Em alguns casos, fazemos o caça talentos, para descobrir novos profissionais e oferecer para nossa carteira de clientes.

4. Você cobra para fazer o ensaio fotográfico?

Agenciada Paula Ferrari

R.: Como fotógrafa tenho vários trabalhos no qual eu cobro, pois é a minha profissão e preciso ter um retorno financeiro. Quando a pessoa quer um book pessoal, sendo pessoas com ou sem deficiência, essa é uma prestação de serviço no qual existe um custo. Quando a pessoa com deficiência tem intenções de ser modelo, de fazer parte do nosso casting, não existe custo inicial. As fotos são ferramentas de trabalho e só terão  custos quando conseguirmos o trabalho para nosso agenciado. A agência ganha 20% e os 80% restante são dos modelos.

 5. Um trabalho de inclusão social através da fotografia com certeza já teve vários resultados. Você pode falar alguns?

R.: Muitas pessoas falam em uma nova realidade cultural, mostrar que a questão beleza não é algo padronizado, que a diversidade também tem o seu lado belo, levando as pessoas para diversas exposições fotográficas, sem precisar esconder as deficiências.  Outras pessoas associam com quebra de paradigmas, valorização do ser humano, como ele é não importa o tipo físico. Recebo várias mensagens de pessoas com deficiência relatando que depois que viram o trabalho da agência perderam a vergonha, começaram a ter amor próprio e não ficam mais isoladas em casa. O mercado de consumo esta vendo a existência de 46 milhões de consumidores com algum tipo de deficiência e estão investindo com o surgimento de novas tendências, como  o exemplo de roupas adaptadas, no qual muitos estilistas estão fazendo aposta para esse mercado.

6. Você desenvolve outro trabalho além desse?

Cassio Sgorbissa
Agenciado Cassio Sgorbissa

R.: O trabalho é divido em fotografar, parte de agenciamento dos profissionais com alguma deficiência, colunista da revista Reação, escrever sobre moda e beleza para esse segmento. Também tenho uma coluna na revista digital Tendência Inclusiva, no qual mostro as fotos que são feitas na agência e direção em um programa voltado para assuntos inclusivos da pessoa com deficiência, Viver Eficiente, transmitido pela TV Cidade de Osasco, domingos às 14hs, canal 15 da NET Região Oeste de São Paulo, Canal 8 Cabonnet Osasco e pelo site da emissora: www.tvcidadenet.com.br

7. No seu site tem algumas instituições como Deficiente Sim, Mãe Especial, Movimento Inclusão Já, ONG Essas Mulheres entre outros. Como essas instituições contribuem com o seu trabalho?

R.:Temos parcerias com empresas e instituições. Sabemos que sozinhos não vamos longe e nem damos continuidade em nossos trabalhos. A questão da inclusão da pessoa com deficiência é ampla e envolve vários pontos como educação e direitos. Por isso faço as parcerias, pois cada um está ligado  numa determinada área da conclusão. Não adianta falar de inclusão da pessoa co deficiência  apenas dentro do que eu trabalho, é preciso que todos os pontos sejam aplicados, valorizados e respeitados. O Movimento Inclusão Já, por exemplo, luta pelos direitos da pessoas com deficiência. Um ajudando o outro, todos ganham. Unidos somos melhores.

8. Quais dicas você daria para quem quer unir fotografia com alguma ação de inclusão ou responsabilidade social?

R.: Antes de qualquer coisa coloque amor no que vai fazer. Respeite o ser humano com um todo, depois transforme tudo isso em arte, escreva com a luz, faça imagens que passe sua mensagem, de preferência de forma positiva mostrando o que há de melhor em cada pessoa.

9. Você enxerga seu trabalho como um “Desabafo Social”?

R.: Não sou nem pior e nem melhor que muitos colegas de profissão. Procuro fazer o meu melhor sempre. O trabalho da agência é uma forma de mostrar para sociedade que tudo é possível quando se tem determinação e boa vontade para fazer algo novo. Não precisa de muito investimento, porém é preciso ter muita paciência, nada acontece de um dia para outro. Para muitas pessoas com deficiência acaba sendo um desabafo, pois mostrou para sociedade que beleza é um assunto que também precisa  ser aceito  com  essa diversidade estética. No meu ponto de vista, acaba sendo um desabafo social. No começo fui chamada de louca por muita gente e os mesmos hoje estão me chamando de inovadora. Sei a volta por cima e provei que o projeto valeu a pena em todos os pontos, incluindo deixar um trabalho fixo, para montar uma agência com possibilidade rendimentos para todos os envolvidos. Muitas coisas ainda precisam ser feitas, o primeiro passo já foi dado, nossa caminhada é longa e temos disposição para continuar. Sempre estamos de portas abertas, para críticas, sugestões e elogios. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, melhores serão os resultados.

Desabafo Social no interior da Bahia: Novas mídias, novos diálogos

Realizei no dia 23 de maio um bate-papo sobre Novas mídias na cidade de Iaçu, interior da Bahia. Uma pequena cidade com 25.736 habitantes que fica às margens do Rio Paraguaçu. Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil 2013, Iaçu está na 4764 º posição.

Usando a metodologia do Desabafo Social com linguagem adaptada e perguntando sempre o que as pessoas gostam de ouvir, ler e falar, listei uma série de atividades que os participantes gostam de fazer. Na lista tinha: ficar na internet, namorar, fazer amizades entre outros. A partir disso, começamos a conversar.

No primeiro momento falamos dos riscos e oportunidades no ciberespaço, questionando sobre as potencialidades das redes sociais e as violações de direitos humanos, principalmente, o ciberbullying e racismo. Depois falamos o quanto é bom namorar. Não poderíamos mentir né?! Mas todxs ficaram alertas sobre a mediação das novas tecnologias nos relacionamentos. Houve um consenso que a sociedade é machista e a vítima nunca é culpada. Mas esse consenso só foi no final de tudo, depois de muita discussão, porque inicialmente todxs culparam a mulher por enviar fotos sensuais para os namorados.

Falamos muito do racismo e homofobia que são disfarçados em bullying. Surgiram fortes depoimentos. Uma menina linda, negra e acima do peso para a sociedade, falou o quanto se sente mal quando alguém a chama de “gorda, cabelo de pixaim”. Por conta disso, ela fez um livro sobre bullying e já está lançando o segundo.

Depois de tanta conversa, a galera fez uma apresentação de teatro falando sobre o uso excessivo da internet. A peça utilizava da ironia para criticas como as pessoas não frequentam mais ambientes sem wi-fi e o quanto é horrível conversar com alguém que só fica com o celular na mão. Foi uma peça maravilhosa!

E para fechar nossa conversa, apresentei o sistema Vojo. O Vojo é um sistema que permite qualquer pessoa enviar reportagens para a Internet por telefone mesmo que esta pessoa não tenha um celular com android ou iOS. A tecnologia, desenvolvida pelo Center for Civic Media do MIT, está sendo usada de maneira pioneira na América do Sul pelos nossos parceiros Instituto Mídia Étnica e Correio Nagô e o Desabafo Social está popularizando. A ideia é democratizar a mídia. Queremos ouvir as vozes, principalmente, da minoria. 

Quero voltar logo para Iaçu. A galera é sensacional!  VALEU IAÇU!

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